- Espanha já tem 76% das empresas com uma estratégia de reindustrialização ativa.
- Os investimentos para os próximos três anos caem de 4,7 biliões de dólares para 2,5 biliões, com modelos mais seletivos.
- Noventa por cento das empresas espanholas tenciona investir em inteligência artificial; setenta e oito por cento prevê investir em IA, automatização e gémeos digitais.
- Oitoasse seis por cento (86%) prioriza a resiliência da cadeia de produção, e 60% mantém os seus planos mesmo com custos a curto prazo.
- A nível global, os Estados Unidos aceleram o reshoring, a Europa investe em friendshoring, e países como Índia, Vietname, México e Canadá ganham peso; Espanha destaca-se ao passar de 45% para 76% de empresas com estratégia em funcionamento.
A reindustrialização deixou de ser uma simples declaração de intenções para se tornar uma prática assumida por grandes empresas. Em Espanha, 76% das empresas com estratégia ativa já a implementam, segundo o Capgemini Research Institute.
Os dados indicam uma redução dos investimentos previstos para os próximos três anos: de 4,7 mil milhões de dólares para 2,5 mil milhões. Mesmo assim, a conclusão não é negativa, pois o foco migrou para modelos mais seletivos e menos intensivos.
Apesar da contenção orçamental, as empresas reforçam prioridades estratégicas. 86% apontam a resiliência da cadeia de abastecimento como objetivo central, acima do lucro imediato. Além disso, 87% preveem investir em Inteligência Artificial, automatização e gémeos digitais.
Contexto internacional
Nos Estados Unidos, o regresso de fábricas ao território nacional ganha elevado impulso, enquanto na Europa se insiste na produção em países aliados, uma tendência conhecida como friendshoring. Países como Índia, Vietname, México e Canadá ganham peso como destinos alternativos à China, sem ruptura de mercados.
Em Espanha, a evolução é marcante. Há dois anos, 45% das empresas tinham estratégia definida; hoje são 76%. A pressão geopolítica é indicada por 85% dos gestores como fator impulsionador, e 60% mantêm os planos mesmo com custos superiores a curto prazo.
90% das empresas espanholas pretendem investir em IA, destacando a aposta tecnológica como motor de competitividade. A articulação entre IA, automação e gémeos digitais surge como eixo central para manter produção mais perto e menos exposta a choques externos.
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