- Transportes urbanos de passageiros, de norte a sul, estão mobilizados para a greve geral de 3 de junho, convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores (CGTP), segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
- Já foi entregue o pré-aviso de greve por parte dos sindicatos a todas as empresas do setor público de transporte rodoviário, incluindo Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP — Comboios de Portugal.
- A perceção do sindicato é de que a adesão não ficará aquém da greve de 11 de dezembro do ano passado, que juntou CGTP e UGT.
- Em dezembro de 2025, CGTP e UGT convocaram uma greve geral; em 3 de junho, a CGTP-IN também entregou pré-aviso após negociações com o Governo terminarem sem acordo.
- A proposta de lei de revisão da legislação laboral, já disponível no site da Assembleia da República, contempla mais de cinquenta alterações, com doze propostas pela UGT, segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
As empresas de transportes urbanos de passageiros estão mobilizadas para a greve geral convocada pela CGTP para 3 de junho, em todo o país. A sinalização foi dada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) à agência Lusa.
José Manuel Oliveira, da Fectrans, confirmou que “todas as empresas de transportes” entregaram pré-avisos de greve por parte dos sindicatos. O protesto abrange o setor público de transporte rodoviário, de norte a sul.
Entre as entidades afetadas estão o Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP – Comboios de Portugal, entre outras. A adesão é prevista para toda a rede.
A Federação entende que a greve de 3 de junho pode igualar a participação da paralisação de 11 de dezembro do ano passado, promovida pela CGTP e pela UGT. Em dezembro de 2025, as centrais já tinham convocado uma greve em resposta à reforma da lei laboral proposta pelo Governo.
Contexto
A CGTP-IN também entregou pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra alterações legislativas laborais, após negociações com o Governo sem acordo. A iniciativa surge num momento de intensificação das contendências entre sindicatos e Governo.
Proposta do Governo
A proposta de lei de revisão da legislação laboral, apresentada ao Parlamento, passou a incluir mais de 50 alterações face ao anteprojeto inicial. Ao todo, 12 propostas vêm da UGT, segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Ramalho.
O que muda
O pacote de mudanças está a provocar acesa contestação sindical, com impacto potencial em transportes, setor público e serviços. O Governo defende alterações para simplificar, flexibilizar e modernizar a legislação laboral.
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