- A Shein, empresa de moda chinesa, comprou a Everlane, avaliando a operação em 100 milhões de dólares (86 milhões de euros).
- O conselho da Everlane aprovou a transação, e os acionistas ordinários não receberão pagamento pela venda.
- A Everlane procurava um investidor para saldar a dívida de 90 milhões de dólares (77,36 milhões de euros); a L Catterton, fundo ligado ao grupo Louis Vuitton Moët Hennessy, já era proprietária e mostrou interesse em vender ou aumentar o investimento.
- A aquisição mantém o foco da marca em sustentabilidade e na transparência de custos, com modelo de venda direta.
- A notícia cita ainda que outras startups online de vestuário, como a Allbirds, estão a redefinir modelos de negócio, incluindo IA.
A Shein, grupo chinês de moda online, acordou a compra da Everlane, marca de vestuário norte-americana. O valor estimado situou-se em 100 milhões de dólares (86 milhões de euros). A operação foi aprovada pelo conselho da Everlane no sábado.
No comunicado divulgado, os acionistas ordinários da Everlane não receberão qualquer pagamento pela transação. A empresa de São Francisco procurava quem saldasse uma dívida de 90 milhões de dólares.
A L Catterton, fundo de investimento ligado à Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), era proprietária da Everlane e já avaliava opções de venda ou de acréscimo de investimento. A venda foi impulsionada pela necessidade de resolver o endividamento.
Estrutura da operação e contexto
A Shein pretendia ingressar no negócio da Everlane, que se notabiliza pela sustentabilidade e pela “transparência radical” nos custos de produção e pela venda direta ao público.
A Everlane tem como histórico uma estratégia de forte presença no comércio online e de redução de intermediários, alinhada a uma aposta de manter margens estáveis num setor competitivo.
O negócio surge num momento em que várias startups norte-americanas enfrentam mudanças no marketing digital e nas tendências de moda, com impactos na forma como operam no retalho online.
A relação com a Everlane mostra ainda a pressão de fundos de investimento para reequilibrar carteiras, num contexto de baixa de avaliações após o auge do comércio eletrónico.
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