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Procura por cruzeiros mantém-se elevada apesar de surtos a bordo

Apesar de surtos de hantavírus e norovírus a bordo, o setor prevê número recorde de passageiros em cruzeiros em 2026 e mantém procura estável

Navio de cruzeiro MV Hondius
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  • A procura por cruzeiros mantém-se estável e as previsões apontam para números recorde em 2026, com a CLIA a estimar 38,3 milhões de passageiros, mais 4% do que em 2025.
  • Incidentes de saúde a bordo, como surtos de hantavírus e norovírus, movilizaram manchetes, incluindo a morte de três passageiros do MV Hondius após escala na Argentina.
  • Especialistas e a indústria dizem que estes episódios dificilmente abalam a procura, e várias companhias não comentaram sobre reservas.
  • Dados de reservas online sugerem continuidade do interesse: o CruiseCompete.com registou subida de 31,7% de cabines na primeira metade de maio face a 2025.
  • Analistas destacam que a reserva de cruzeiros tende a ocorrer com larga antecedência, e que o setor continua a investir em novos navios, destinos e ofertas para manter o crescimento.

O turismo de cruzeiros manteve-se forte em 2026, apesar de surtos de doenças a bordo que ganharam destaque global. Várias grandes empresas do setor mantêm previsões de crescimento e operam com uma procura estável entre clientes em várias regiões do mundo.

Segundo o relatório State of the Cruise Industry 2026, da Cruise Lines International Association (CLIA), prevê-se que 38,3 milhões de pessoas viajem em navios de cruzeiro este ano, um aumento de 4% face aos 37,2 milhões de 2025. As vendas globais do setor não são tornadas públicas pela CLIA.

Incidentes de saúde a bordo ganharam atenção variável. O MV Hondius registou a morte de três passageiros após escala na Argentina, associada a hantavírus; entretanto, não há indicação de impacto imediato na procura global. Em Bordéus, França, houve um surto de norovírus num navio britânico, com ações de saúde a bordo reportadas pelas autoridades locais.

Empresas do setor indicaram que não prevêem alterações relevantes nas operações. A Oceanwide Expeditions, proprietária do Hondius, confirma que não planeia mudanças operacionais, mantendo cruzeiros com partidas já anunciadas para maio e depois. A Viking, por seu lado, informou que a procura pelos cruzeiros fluviais manteve-se estável, com uma parte significativa de reservas já concretizadas para 2026.

Analistas destacam que reservas de cruzeiros costumam ocorrer com meses de antecedência, o que mitiga o peso imediato de notícias de saúde. Em conferência com investidores, a Viking indicou que grande parte dos barcos para 2026 já estava quase completamente reservado, sem mencionar os surtos recentes.

Estudos de mercado apontam que a procura por cruzeiros continua ampla, com apelo multigeracional e de diferentes rendimentos. A região norte-americana tem visto maior procura por itinerários mais curtos e acessíveis, contribuindo para o crescimento global do setor.

Especialistas observam que, apesar dos surtos, a percepção pública tende a não associar a saúde a falhas sistémicas nas viagens de cruzeiro. O consumidor continua a considerar o cruzeiro como opção competitiva em termos de custo, especialmente quando comparado com férias que envolvam apenas alojamento.

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