- O preço da ureia duplicou, passando de 450 euros por tonelada para 900 euros por tonelada em abril, segundo a ANPIfert.
- O nitrato de amónio cálcico subiu entre vinte e trinta por cento.
- A subida deve-se ao ataque dos EUA e de Israel a alvos do Irão e ao subsequente bloqueio do estreito de Ormuz.
- A Confagri exige apoio de 60 milhões de euros e avisa que ainda não chegou um euro aos agricultores.
- No milho, a subida dos fertilizantes aumentou já a despesa em cerca de 300 euros por hectare.
A crise nos fertilizantes continua a impactar a agricultura em Portugal, com fortes aumentos de preços. A ureia passou de 450 para 900 euros por tonelada entre o início da crise e abril, e o nitrato de amónio cálcico subiu entre 20% e 30%.
A informação é oficiosamente confirmada por Marco Morais, presidente da ANPIfert, que indica o duplo de preço da ureia. Pedro Pimenta, presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, acrescenta que a cultura do milho já regista um encargo adicional de 300 euros por hectare.
A Confagri acusa dificuldades sentidas pelos agricultores e exige apoio financeiro, pedindo 60 milhões de euros. Refere que nenhum euro chegou ainda aos produtores no terreno, agravando a pressão sobre o custo de produção.
A elevação dos preços decorre do impacto político internacional recente, incluindo ataques a alvos no Irão pelos EUA e Israel e o bloqueio do estreito de Ormuz. O efeito repercute na cadeia de alimentação, já sensível aos custos de fertilizantes. Fonte: declarações a O Público e declarações de representantes setoriais.
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