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Portugal consome vinho em níveis recordes desde 1957

Portugal regista o maior volume de consumo de vinho já registado, com 5,6 milhões de hectolitros em 2025, num cenário de queda global

Em 2025, os portugueses consumiram 5,6 milhões de hectolitros de vinho
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  • O consumo global de vinho caiu 2,7% em 2025, para 208 milhões de hectolitros, atingindo mínimos desde 1957, mas Portugal registou o maior volume de consumo de sempre, em 2025.
  • Em território português, o consumo atingiu 5,6 milhões de hectolitros, mais 5,6% que em 2024 e 7,4% acima da média dos últimos cinco anos.
  • O Brasil teve o maior crescimento mundial, com 4,4 milhões de hectolitros (+41,9%); Portugal e Japão também aumentaram o consumo, com +5,6% e +6,8%, respetivamente.
  • Os EUA compraram menos vinho (-4,3% para 31,9 milhões de hectolitros); na Europa houve quedas em Itália (-9,4%), Rússia (-5,5%), Espanha (-5,2%), Alemanha (-4,3%) e França (-3,2%).
  • As exportações globais de vinho recuaram 4,7% para 94,8 milhões de hectolitros, com valor em queda de 6,6% para 33,8 mil milhões de euros; o preço médio por litro fixou-se em 3,56 euros.

O consumo mundial de vinho caiu 2,7% no último ano, fixando-se em 208 milhões de hectolitros, o mínimo desde 1957. Portugal registou o maior volume de consumo já visto no país, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), no relatório de 2025 sobre o estado do setor.

Portugal atingiu 5,6 milhões de hectolitros em 2025, com um crescimento de 5,6% face a 2024. O aumento leva o consumo interno a 7,4% acima da média dos últimos cinco anos, configurando um recorde histórico para o país.

O Brasil destacou-se mundialmente, com um acréscimo de 41,9% no consumo, estimando-se 4,4 milhões de hectolitros em 2025. A China teve a maior redução entre os grandes mercados, com queda de cerca de 2 milhões de hectolitros por ano desde 2018, chegando a 13% de diminuição.

Desempenho por mercados

Nos EUA, o consumo recuou 4,3%, para 31,9 milhões de hectolitros. Na Europa, Itália (-9,4%), Rússia (-5,5%), Espanha (-5,2%), Alemanha (-4,3%) e França (-3,2%) registaram descidas. A Rússia destaca-se por motivos económicos ligados à guerra na Ucrânia.

A França contribuiu de forma expressiva para o recuo global, apesar de não ser o pior entre os grandes mercados. Em França, o consumo tem mostrado quedas históricas há décadas, aponta a OIV.

Comércio e produção

As exportações de vinho diminuíram 4,7% para 94,8 milhões de hectolitros, e o valor caiu 6,6% para 33,8 mil milhões de euros. O recuo no comércio está relacionado com tarifas nos EUA, menor procura em mercados-chave e volatilidades cambiais.

O preço médio de exportação esteve em 3,56 euros por litro, queda de 2,1%. Por outro lado, a produção global subiu 0,6% em 2025, para 227 milhões de hectolitros, recuperando ligeiramente dos mínimos.

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