- Em 2025, o fosso entre CEO e trabalhadores na mesma empresa situou-se em média em 53 vezes, segundo o Jornal de Notícias.
- Pedro Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, recebeu cinco milhões de euros, o que equivaleria a 226 anos de salário de um funcionário do Pingo Doce.
- Outros altos salários: Miguel Stilwell d’Andrade (EDP) com 2,15 milhões de euros; Cláudia Azevedo (Sonae) com 2,01 milhões; Miguel Maya (Millennium BCP) com 1,7 milhões.
- As remunerações elevadas vão além dos salários: carros de luxo com motorista, seguros de saúde ilimitados, habitações pagas e planos de pensões milionários.
- No total, 16 gestores analisados receberam 23,4 milhões de euros, enquanto salários médios no chão de fábrica permanecem estagnados, pese embora lucros históricos das cotadas em bolsa.
Segundo o Jornal de Notícias, em 2025 o fosso entre CEOs e trabalhadores em Portugal atingiu níveis elevados. Em média, um gestor de topo recebe 53 vezes mais do que um funcionário da empresa.
Pedro Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, lidera a lista com 5 milhões de euros de remuneração total. Para um funcionário do Pingo Doce ganhar o mesmo valor seria necessário trabalhar 226 anos.
Miguel Stilwell d’Andrade, da EDP, arrecadou 2,15 milhões de euros, ficando 42 vezes acima da média dos colaboradores. Cláudia Azevedo, da Sonae, auferiu 2,01 milhões, equivalentes a 76 salários médios. Miguel Maya, do Millennium BCP, fechou o ano com 1,7 milhões.
Além dos salários, o estudo aponta benefícios significativos concedidos aos executivos. Automóveis de luxo com motorista, seguros de saúde ilimitados, habitação com encargos pagos e planos de pensões milionários constam entre as vantagens.
Ao todo, os 16 gestores analisados repartiram 23,4 milhões de euros em remunerações totais. Enquanto isso, salários médios nos níveis operacionais permanecem estagnados em muitas empresas.
A reportagem salienta que os lucros históricos das cotadas em bolsa em 2025 não se refletiram, de forma uniforme, na massa salarial dos trabalhadores. O desequilíbrio contribui para o agravamento do custo de vida.
O estudo reforça o entendimento de que o fosso salarial em Portugal permanece entre os mais pronunciados da Europa Ocidental, com privilégios empresariais a perdurarem mesmo em contextos económicos voláteis.
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