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Mortalidade nas auto-estradas da Brisa cai 50% em seis anos

Sinistralidade grave nas auto-estradas Brisa caiu 50% entre 2019 e 2025, apesar do tráfego subir e dos custos com tempestades

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  • António Pires de Lima, presidente da comissão executiva da Brisa, afirma que a mortalidade nas auto-estradas da Brisa caiu 50% entre 2019 e 2025, apesar do aumento do tráfego.
  • A Brisa registou lucro superior a 356 milhões de euros em 2025 e prevê uma faturação perto de 1,3 mil milhões de euros em 2026, com crescimento do negócio de mobilidade.
  • A Via Verde fatura mais de 100 milhões de euros, com operações além de Portugal em França, Países Baixos e em mais de 13 países europeus. A Controlauto também teve aumento significativo de faturação.
  • O custo total do comboio de tempestades ao longo de Fevereiro ficou próximo de 10 milhões de euros, com uma parte recuperável via seguros; não haverá repercussão direta das perdas nas portagens.
  • O Estado já participa no financiamento de recuperação de infraestruturas (aproximadamente 70% da recuperação), mas ainda não foi conhecido o momento de compensação à Brisa; a empresa mantém o foco na cooperação com o Governo e na possibilidade de continuidade do papel privado nas concessões.

António Pires de Lima, presidente da comissão executiva da Brisa, detalha a atuação da empresa durante as tempestades de Fevereiro e comenta que o Estado deverá manter um papel limitado nas concessões rodoviárias, mantendo a Infra-estruturas de Portugal como órgão de apoio, não de gestão exclusiva.

A entrevista, veiculada pela Hora da Verdade, aborda ainda o desempenho da Brisa em áreas de sinistralidade, finanças e estratégias para 2025 e 2026, com foco no equilíbrio entre investimento privado e eventual papel público. O tema inclui também o impacto de variáveis externas, como a crise energética.

Sobre o impacto económico, a Brisa aponta que a Via Verde já factura mais de 100 milhões de euros, com atuação além de Portugal, em França, na Holanda e noutros 13 países europeus. A controlauto também cresceu quase o dobro face a cinco anos atrás.

No balanço financeiro, o grupo aponta um aumento de faturação desde 2019, com previsões para rondar os 1,3 mil milhões de euros em 2026, impulsionadas pela expansão de serviços de mobilidade, que devem representar cerca de 22% da faturação.

Durante as tempestades que afetaram a região centro, a Brisa registou uma quebra marginal de tráfego em Fevereiro, com queda de 2-3% face ao período homólogo e cerca de 7-8% face ao normal. A crise teve também impactos de operações de isenção de portagens, com custos estimados em várias dezenas de milhões de euros.

Desempenho operacional e custos de catástrofe

O custo total associado ao comboio de tempestades aproxima-se dos 10 milhões de euros, incluindo cerca de 3 milhões de euros dedicados à isenção de portagens na A1. Parte desses custos deverá ser recuperada via seguros, ainda sem números finais.

A empresa reforça que as portagens nacionais não se alteram por decisão interna. O ajuste tarifário baseia-se, no caso da Brisa, na inflação, com exceções previstas apenas em circunstâncias excepcionais de negociação com o Estado.

Sinistralidade rodoviária e melhoria contínua

Entre 2019 e 2025, a sinistralidade grave reduziu-se 50% nas auto-estradas da Brisa, apesar do aumento de tráfego de 20%. Em 2024, registaram-se 18 mortos nas vias da Brisa. A atuação conjunta com autoridades e campanhas de segurança destacam-se como fatores centrais.

A empresa aponta ainda investimentos anuais de cerca de 90 milhões de euros, com 60 milhões destinados à melhoria e manutenção das infraestruturas. O objetivo é adaptar a rede a padrões de segurança cada vez mais exigentes.

Relação com o Governo e perspetivas de mercado

Quanto à renegociação de contratos, a Brisa defende que o peso dos prejuízos por fenómenos atmosféricos extremos seja, em parte, suportado pelo Estado, mas assume custos adicionais de forma responsável em situações excecionais. Mantém-se confiante numa solução célere de compensações, embora ainda sem data definida.

O representante enfatiza a importância do papel privado na gestão de infraestruturas e manifesta abertura ao diálogo com o Governo sobre futuras concessões, incluindo a Auto-Estrada do Atlântico, para 2028 em diante.

Perspetivas de mobilidade e investimentos futuros

A parceria com o Estado é apresentada como essencial para sustentar investimentos em estradas nacionais, com foco na redução de emissões e na expansão de postos de carregamento elétrico. A Brisa destaca já ter reduzido emissões de dióxido de carbono em mais de 40% nos últimos cinco anos.

O grupo permanece empenhado no desenvolvimento internacional da Via Verde, bem como na melhoria da conectividade rodoviária em Portugal, esperando um modelo de concessões que privilegie a cooperação entre público e privado.

Conclusões administrativas e próximos passos

Na avaliação da gestão do Estado sobre concessões futuras, a Brisa aponta para um equilíbrio entre eficiência operacional e responsabilidade pública, sem subestimar o papel do sector privado. O diálogo com o Ministério da Administração Interna, liderado por Luís Neves, é visto como importante para consolidar as melhores práticas de segurança rodoviária.

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