Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de metade dos portugueses admitem trabalhar após a reforma

Mais de metade admite trabalhar após a idade legal da reforma, revelando insegurança financeira e baixa literacia sobre pensões

Trabalhar depois da idade legal da reforma começa a ser visto como uma possibilidade real
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de metade dos portugueses admite trabalhar após a idade legal da reforma.
  • O Barómetro da Universidade Católica Portuguesa e Doutor Finanças indica que 73% não sabem quanto precisam poupar e 65% nunca fizeram simulação da pensão.
  • 26% dizem que vão trabalhar a tempo inteiro após a reforma e 26% em regime parcial.
  • O Banco de Portugal já tinha observado, em 2024, que a percentagem de novos pensionistas que continuam a trabalhar subiu para 10,3% (era 8,4% em 2018).
  • A saúde é o maior receio associado à reforma, citado por 81%, e 92% reconhecem a necessidade de mais educação financeira.

Portugal envelhece rapidamente e encara muitos desafios na reforma. Um estudo recente indica que mais da metade dos portugueses considera trabalhar após a idade legal da reforma. Dados são do Barómetro Preparação da Reforma.

O estudo, da Universidade Católica Portuguesa com o Doutor Finanças, revela que 73% não sabem quanto precisam poupar para manter o nível de vida após a reforma. Paralelamente, 65% nunca fizeram simulação de pensão.

A incerteza financeira também se traduz em comportamento: 26% admitem trabalhar a tempo inteiro após a reforma e outros 26% pensam fazê-lo em regime parcial. A tendência acompanha dados do Banco de Portugal.

Segundo o estudo, 8,4% dos novos pensionistas em 2018 continuaram a trabalhar; em 2024, subiu para 10,3%. O aumento é partilhado entre jovens e pessoas com menor escolaridade.

O desconhecimento é transversal. Apenas 19% sabem indicar correctamente o montante da reforma; 33% não sabem ou não respondem. Um em cada quatro acredita que a Segurança Social conseguirá pagar as pensões.

A incerteza impacta expectativas: 32% prevêem dificuldades em manter o estilo de vida atual; 22% admitiriam dificuldades até para despesas básicas. Apenas 9% dizem que viveriam confortavelmente.

Em termos de educação e género, a discrepância persiste. Entre licenciados, 58% discordam de adiar o tema; entre quem tem apenas ensino secundário, o valor é 43%. Jovens rejeitam mais o adiamento.

Motivações e receios

A saúde é o maior receio associado à reforma, citado por 81% dos inquiridos. Seguem-se a dependência de familiares (30%), a perda de rendimento (29%) e os custos da habitação (23%).

Apesar das preocupações, a reforma é também vista como uma fase de realização. A maior aspiração é viajar (58%), seguida de passar mais tempo com família e amigos (19%).

A experiência do estudo aponta ainda para uma convicção quase universal: 92% reconhecem a necessidade de maior educação financeira, independentemente do nível de instrução.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais