- O Produto Interno Bruto da zona euro cresceu 0,8% em termos homólogos no 1º trimestre de 2026, com uma subida de 0,1% face ao trimestre anterior.
- A União Europeia como conjunto registou 1,0% de crescimento anual; os Estados Unidos cresceram 2,7% nesse mesmo período.
- Chipre lidera entre os Estados‑Membros com 3,0% de crescimento homólogo no 1º trimestre; Bulgária segue com 2,9% e Espanha com 2,7%.
- A Bulgária tornou‑se membro da área euro em 1 de janeiro de 2026; surgem avisos sobre inflação elevada e défice orçamental.
- Espanha destaca‑se entre as grandes economias, com forte contributo do consumo privado e do investimento, apesar de uma procura externa mais fraca devido às importações.
A economia da zona euro desacelerou no primeiro trimestre de 2026, crescendo 0,8% face ao mesmo período de 2025. Em termos trimestrais, o PIB aumentou apenas 0,1%. A União Europeia registou 1,0% de subida homóloga.
Apesar da travagem global, um grupo restrito de países cita‑se como a exceção. Chipre, Bulgária e Espanha cresceram muito acima da média da zona euro, cada um com trajetórias distintas e riscos diferentes por detrás dos números.
Chipre lidera crescimento com 3,0%
A economia cipriota registou 3,0% de crescimento homólogo no 1º trimestre de 2026, o maior entre os 27. O ritmo está abaixo do 4,3% de 2025, mas continua acima da média da zona euro.
A Comissão Europeia antecipa 2,6% de crescimento para 2026, sustentado por consumo privado, investimento graças aos fundos UE e turismo recorde. Contudo, pressões externas sobre energia alimentam incerteza.
Bulgária adere ao euro com crescimento de 2,9%
A Bulgária cresceu 2,9% no 1º trimestre, o segundo mais rápido da UE, após adotar o euro em 1 de janeiro de 2026. Lagarde destacou a convergência com a zona euro, apesar de sinais de aquecimento da economia.
Contudo, o défice orçamental pode abrir caminho a avisos de disciplina orçamental em 2027. O Eurobank aponta que o défice de 2025 atingiu 3,5% do PIB, acima do limite para avaliação de défice excessivo.
Espanha lidera grandes economias com crescimento de 2,7%
A Espanha manteve o ritmo entre as quatro maiores economias, com 0,6% de aumento trimestral e 2,7% em termos homólogos. A procura interna puxou o crescimento, compensando parte da fraqueza externa.
Consumo privado mais elevado e investimento em defesa e infraestruturas sustentaram o crescimento. A taxa de desemprego caiu para 10,5%, o mais baixo desde 2008, segundo o INE.
Outros países a acompanhar
Hungria registou 0,8% de expansão trimestral e 1,7% anual; Finlândia, 0,9% e 1,3%. Polónia e Croácia ainda não divulgaram dados do 1º tri. O ING estima 3,6% a 3,8% de crescimento anual para a Polónia.
O mapa de crescimento europeu para 2026 passa a centrar-se na periferia sul e leste, refletindo dinâmicas diferentes face ao passado eixo industrial. As informações baseiam‑se no Eurostat e em perspetivas adicionais de analistas.
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