- O Banco Central Europeu prevê uma maior probabilidade de ciberataques bem-sucedidos gerados por IA; ministros das Finanças da área euro e o Fundo Monetário Internacional partilham preocupações sobre o sistema bancário, enquanto a Comissão Europeia promete trabalhar para limitar a ameaça.
- A Casa Branca também manifestou preocupação, com reuniões a vários níveis entre supervisores, bancos e entidades internacionais.
- A Anthropic desenhou um modelo de cibersegurança com capacidades imprevisíveis, utilizado para medir riscos no setor.
- Em Portugal, os banqueiros reconhecem o risco crescente e dizem que estão a tentar mostrar que já há medidas em prática, ainda que muitos ainda não conheçam os modelos.
- O ambiente internacional está em alerta quanto a ataques cibernéticos alimentados por IA e à forma como afetam o setor financeiro global.
O setor bancário enfrenta uma ameaça crescente de ciberataques gerados por IA, com a Anthropic a desenvolver um modelo de cibersegurança com capacidades imprevisíveis que preocupa autoridades europeias. O alerta chega numa altura em que as instituições avaliam os riscos para o setor.
O Banco Central Europeu reforçou a perceção de maior probabilidade de ataques bem-sucedidos, enquanto os ministros das Finanças da área do euro alertam para riscos sistémicos. O FMI e a Comissão Europeia também manifestaram preocupação e prometem ações coordenadas para mitigar a ameaça. A Casa Branca já teve reuniões de alto nível sobre o tema, envolvendo supervisores, bancos e autoridades políticas.
Em Portugal, banqueiros reconhecem o risco crescente e a necessidade de respostas robustas, ainda que com cautela. Assinalam que a partilha de conhecimento sobre os modelos de IA pode fortalecer a resiliência, embora admitam não conhecer ainda plenamente estas tecnologias.
Medidas e respostas
O objetivo é limitar a exposição a ciberataques e fortalecer a vigilância e a cooperação entre supervisores, bancos e governos. As ações visam elaborar padrões de segurança, partilhar informações e acelerar a implementação de defesas tecnológicas. A atuação conjunta envolve autoridades europeias e internacionais.
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