- A Cloudflare despediu cerca de 1.100 funcionários, equivalente a 20% da sua força de trabalho, citando um maior uso de inteligência artificial na empresa.
- A empresa afirma ter aumentado internamente o uso de ferramentas de IA em mais de 600% nos últimos três meses, com impactos principalmente em áreas administrativas e de apoio.
- O CEO Matthew Prince e a presidente Michelle Zatlyn dizem estar a reestruturar equipas na «era de IA» com foco em agentes de IA que automatizam tarefas, desde codificação a tarefas administrativas.
- Após o anúncio, Prince reforçou que a Cloudflare pretende continuar a contratar, especialmente para engenharias e áreas de vendas, e que a reestruturação visa apenas reduzir burocracia e tornar a empresa mais eficiente.
- A notícia surge num contexto de cortes amplos no setor tecnológico, com Meta, Microsoft, Oracle e Amazon também a anunciar reduções de pessoal associadas, direta ou indiretamente, à adoção de IA.
A Cloudflare anunciou o despedimento de cerca de 1100 trabalhadores, equivalentes a 20% da sua força de trabalho. A medida está relacionada com o aumento do uso de inteligência artificial em toda a empresa e com a reestruturação de equipas. A notícia surge num momento em que as big techs aceleram cortes ligados a IA.
Vários pesos-pesados do setor têm feito reduções de pessoal para acompanhar a rápida evolução tecnológica. Entre eles estão Meta, Amazon, Oracle e Microsoft, com abordagens diversas. Alguns cortes respondem a novas necessidades, outros visam canalizar recursos para IA e software.
A Cloudflare, especializada em infra-estruturas de Internet, cibersegurança e cloud, explicou que o crescimento da adoção de IA interna justificou o ajuste. Segundo os responsáveis, houve um aumento superior a 600% do uso de agentes de IA nos últimos três meses.
Despedimentos e contexto setorial
Antes da divulgação, o CEO Matthew Prince e a presidente Michelle Zatlyn indicaram que a empresa está a reimaginar equipas para uma era de IA de agentes. O objetivo é tornar processos mais eficientes, especialmente em funções administrativas e de suporte.
Prince esclareceu, numa mensagem pública, que a estratégia visa reestruturar a organização, não reduzir a capacidade de contratação. Acrescentou que engenheiros e equipa de vendas não serão fortemente afetados e que a empresa pretende continuar a contratar para estas áreas.
No primeiro trimestre de 2026, a Cloudflare registou receitas de 639,8 milhões de dólares, mais 34% ano a ano, e lucros acima do esperado. A empresa prevê encargos de 140 a 150 milhões de dólares com os despedimentos, maioritariamente em indemnizações. As ações caíram após a divulgação, refletindo a reação do mercado.
O anúncio faz parte de uma vaga de cortes que se intensificou em 2025, acompanhando uma tendência global no setor tecnológico. Em particular, a Meta já comunicou reduções significativas, ao mesmo tempo que planeia investimentos de IA.
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