- O FMI alertou para o risco de défices acima de 1% do PIB a partir de 2027 em Portugal.
- A avaliação destaca a possibilidade de deterioração das contas públicas, mesmo com previsões em linha com o Governo para este ano.
- Pede a reversão de medidas como o IRS Jovem e da garantia pública no crédito à habitação.
- Reafirma a necessidade de maior flexibilidade no mercado de trabalho.
- A missão técnica do FMI esteve em Portugal nas últimas semanas e deixou recomendações sobre economia e finanças públicas.
O FMI anuncia que é essencial reverter algumas medidas fiscais em Portugal para evitar deterioração das contas públicas a partir de 2027. A missão técnica do Fundo, presente no país nas últimas semanas, aponta riscos de défices superiores a 1% do PIB se não houver ajustamentos.
A instituição critica o IRS Jovem e a redução de IVA na restauração, sugerindo que devem ser revertidos os facilitadores tributários concedidos a este setor. O objetivo é retornar a uma trajetória orçamental mais estável nas próximas fases de execução.
Quanto ao mercado de trabalho, o FMI pede maior flexibilidade. A finalidade é adaptar políticas às condições económicas, mantendo a trajetória de redução do défice e de consolidação orçamental, conforme previsões do Governo para este ano.
As recomendações foram apresentadas pela missão durante a sua estadia em Portugal, que coincidiu com avaliações sobre as contas públicas e perspetivas económicas nacionais para 2026 e 2027. O FMI permanece disponível para diálogo com as autoridades nacionais.
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