- Trump disse, nas redes sociais, que vai aumentar para vinte e cinco por cento as tarifas sobre automóveis e camiões da União Europeia na próxima semana.
- O acordo de Turnberry, assinado em julho, previa uma tarifa de quinze por cento para a maioria dos bens da UE.
- O Supremo Tribunal dos EUA reduziu o teto para dez por cento, o que complica o enquadramento do atual acordo.
- A administração Trump está sob investigações sobre desequilíbrios comerciais e segurança nacional, o que pode colocar o acordo em risco.
- A União Europeia afirmou que espera que os EUA cumpram os compromissos, estimando poupar entre quatrocentos e quinhentos milhões de euros por mês para fabricantes europeus.
Donald Trump comunicou na sexta-feira a intenção de aumentar para 25% as tarifas sobre automóveis e camiões da União Europeia, a aplicar na próxima semana. A medida surge no contexto de negociações históricas sobre o Acordo de Turnberry, que previa tarifas de 15% para a maior parte dos bens.
O anúncio ocorre após o Supremo Tribunal ter limitado a autoridade do presidente para declarar emergências económicas e aplicar direitos aduaneiros à UE, reduzindo o teto para 10%. A administração mantém, contudo, o objetivo de manter o enquadramento comercial acordado anteriormente.
A Comissão Europeia afirmou que um acordo é um acordo e pediu que os direitos aduaneiros respeitem o patamar previamente acordado. A UE aponta que o bloco europeu tem sido o maior parceiro comercial dos EUA, com transações que somaram 1,7 biliões de euros em 2024.
A comunidade europeia aponta ainda que o setor automóvel poderia poupar entre 500 e 600 milhões de euros por mês caso o acordo fosse mantido segundo os termos originais. A guerra na Ucrânia e investigações sobre desequilíbrios comerciais continuam a influenciar o cenário.
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