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Comboio de tempestades trava a economia no 1º trimestre, PIB sem variação

PIB em cadeia fica a zero no primeiro trimestre de 2026, refletindo o impacto das tempestades e do início do conflito no Irão

Tempestade Kristin provocou estragos na zona Centro do país no início de 2026
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  • O PIB em cadeia no primeiro trimestre de 2026 foi de variação zero, após 0,9% no quarto trimestre de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
  • Em termos homólogos, a variação aumentou de 1,9% no último trimestre de 2025 para 2,3% no primeiro trimestre de 2026, devido ao efeito base.
  • Dois fenómenos influenciaram a economia: tempestades que afetaram a atividade em várias regiões; o Banco de Portugal estimou um impacto negativo de cerca de 0,2 pontos percentuais no PIB.
  • O início da guerra no Irão elevou os preços dos combustíveis, a inflação subiu de 2,1% para 2,7% em março e diminuiu a confiança de consumidores e empresas.
  • Na composição do PIB, a procura externa líquida teve contributo negativo, refletindo maior subida das importses; a procura interna teve contributo positivo, com aceleração do investimento e abrandamento do consumo privado.

O produto interno bruto (PIB) de Portugal manteve-se inalterado no primeiro trimestre de 2026, uma estagnação que contrariou o crescimento no final de 2025. A variação em cadeia foi de zero, segundo a primeira estimativa do INE.

No entanto, na perspetiva homóloga, o PIB registou aumento de 2,3% face a igual período de 2025, beneficiando de uma comparação base favorável, já que o primeiro trimestre do ano passado teve contração.

Segundo o INE, os resultados refletem dois eventos marcantes. Primeiro, uma vaga de tempestades que perturbou a atividade em várias regiões. O Banco de Portugal estima que o impacto negativo na variação do PIB do primeiro trimestre possa ter ficado em cerca de 0,2 p.p.

Impacto de tempestades e do início da guerra no Irão

Além das tempestades, a incursão do Irão no conflito internacional contribuiu para subir os preços dos combustíveis, com efeitos visíveis na inflação, que passou de 2,1% para 2,7% em março. A confiança de consumidores e empresas diminuiu nesse período.

O INE não detalha ainda a evolução de cada componente do PIB, mas avança que, face ao quarto trimestre de 2025, a procura externa líquida passou a ter contributo negativo, devido ao maior dinamismo das importações face às exportações.

Por outro lado, a procura interna aportou um sinal positivo: houve uma aceleração do investimento, enquanto o consumo privado abrandou. O documento do INE aponta que o desempenho global está a ser moldado por estes dois motores, em equilíbrio incompatível com crescimento firme.

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