- O grupo Air France-KLM registou prejuízo de 287 milhões de euros no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo dos 292 milhões do mesmo período de 2025; o volume de negócios subiu 4,4% para 7.479 milhões de euros e os custos operacionais ficaram em 7.506 milhões de euros, com resultado operacional corrente de -27 milhões de euros.
- A Air France-KLM assegura que a guerra no Médio Oriente não altera, para já, o valor da oferta pela TAP; o presidente executivo, Benjamin Smith, afirmou que, neste momento, não há revisão para cima ou para baixo.
- Prevê-se um aumento dos custos com combustível para 2026 de cerca de 9,3 mil milhões de dólares, mais 2,4 mil milhões face ao orçamento anterior, o que levou a rever em baixa as perspetivas de negócio e a ajustar o crescimento de capacidade para 2% a 4% (em vez de 3% a 5%).
- A empresa projeta reduzir o programa de investimentos para menos de 3 mil milhões de euros, mantendo forte controlo de custos face à incerteza geopolítica.
- No trimestre, o tráfego elevou-se 4,4% para 22,302 milhões de passageiros, com taxa de ocupação de 86,3%, destacando um desempenho positivo face a 2025, apesar dos custos de combustível.
Aeroportos e finanças. O grupo Air France-KLM revelou um prejuízo de 287 milhões de euros no primeiro trimestre, ligeiramente abaixo do mesmo período de 2025. Reviu em baixa as perspetivas para 2026, diante da pressão dos combustíveis e incertezas geopolíticas.
Apesar do resultado negativo, a empresa registou um crescimento de 4,4% no volume de negócios, para 7.479 milhões de euros, e um tráfego que subiu 4,4%, com 22,302 milhões de passageiros. A taxa de ocupação dos aviões ficou nos 86,3%.
A despesa com combustíveis aumentou devido ao conflito no Médio Oriente, com a Air France-KLM a recalcular a despesa prevista para 2026 para aproximadamente 9,3 mil milhões de dólares, mais 2,4 mil milhões face ao anterior.
Em resposta a este cenário, a direção reduziu as perspetivas de negócio para o ano. Prevê um aumento de capacidade entre 2% e 4% face a 2025, e reduz o programa de investimentos para menos de 3 mil milhões de euros.
Benjamin Smith, presidente executivo, afirmou que o impacto do aumento dos combustíveis ainda não se refletiu nos primeiros três meses, mas deverá pesar nos próximos trimestres, justificando uma gestão rigorosa de custos. Mantém o foco estratégico.
Sobre a TAP, a Air France-KLM reiterou que a oferta permanece estável por enquanto, sem alteração no valor. A empresa destaca a posição geográfica de Lisboa como vantagem para uma possível plataforma única no sul da Europa, conectando com América, Brasil e África.
A companhia continua a acompanhar o processo de privatização da TAP, mantendo o interesse forte e contínuo pela transportadora portuguesa, em competição com a Lufthansa.
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