- Os dados do IMT mostram um aumento do total de condutores ativos no TVDE, de 40 596 para 40 858 entre abril e maio, um crescimento líquido de 262 motoristas.
- Os portugueses reduziram de 20 407 para 20 226, enquanto os estrangeiros subiram de 20 189 para 20 632, indicando que o crescimento é sustentado por trabalhadores estrangeiros.
- A Associação Portuguesa de Transporte e Aluguer de Veículos com Condutor (APTAD) afirma que todo o crescimento líquido foi impulsionado por condutores estrangeiros oriundos de países como Índia, Bangladesh e Paquistão.
- A APTAD contesta declarações da Associação Nacional dos Motoristas TVDE (ANM-TVDE) sobre a saída de mil motoristas de Lisboa, considerando-as falsas e sem base em dados oficiais.
- APTAD defende medidas para responsabilizar as plataformas, incluindo divulgação de viagens e da taxa de ocupação, fiscalização do tempo de trabalho, e opõe-se à ideia de equiparar o TVDE ao serviço público de táxis proposto pela ANM-TVDE.
Os dados mais recentes do IMT mostram que o setor TVDE em Portugal continua a crescer, mas com sinais de dependência de trabalhadores estrangeiros. Em maio de 2026, o número total de condutores ativos aumentou, mantendo a tendência de expansão.
Entre abril e maio, o total de condutores ativos subiu de 40 596 para 40 858, um ganho líquido de 262. Contudo, a composição revela uma mudança: portugueses caíram de 20 407 para 20 226, enquanto estrangeiros passaram de 20 189 para 20 632.
A Associação Portuguesa de Transporte e Aluguer de Veículos com Condutor (APTAD) sustenta que o crescimento líquido foi exclusivamente driven pelos condutores estrangeiros, citando nacionalidades como Índia, Bangladesh e Paquistão, como sinal das condições do setor.
Reação e desmentido à afirmação recente
A APTAD afirma que não existem dados oficiais que sustentem a alegação de que mil motoristas teriam deixado Lisboa numa semana. A organização aponta que não há dados semanais nem estatísticas municipais para confirmar tal afirmação.
Segundo o IMT, maio também refletiu um aumento no número de veículos em circulação, com 37 821 veículos ativos. A APTAD indica capacidade para mais de 900 mil viagens diárias, mas as plataformas estariam a gerar cerca de 500 mil, sugerindo uma taxa de ocupação de cerca de 55%.
Impacto económico e propostas em debate
A APTAD acusa uma guerra de preços que reduz rendimentos dos profissionais e aumenta a precariedade, com jornadas prolongadas para obter rendimentos acima do salário mínimo, após custos operacionais. A organização critica a proposta da ANM-TVDE de equiparar TVDE ao serviço público dos táxis.
A ANM-TVDE é considerada pela APTAD como inadequada, afirmando que o IMT e a Autoridade da Mobilidade defendem a natureza privada e concorrencial do TVDE. O tema está em análise no Parlamento, onde a APTAD exige maior responsabilização das plataformas.
A organização sustenta também a necessidade de transparência, defendendo divulgação obrigatória de viagens realizadas, taxa de ocupação das frotas e fiscalização do tempo efetivo de trabalho dos motoristas.
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