- Mais de 112 mil milhões de euros estão aplicados em depósitos a prazo por famílias portuguesas.
- O dinheiro está a perder valor há pelo menos uma década devido à inflação.
- Em 2026, a maioria das aplicações deverá render abaixo da inflação.
- Apesar do saldo crescer no extrato, as poupanças estão a empobrecer na prática.
Portugal continua a manter centenas de milhares de euros em depósitos a prazo nos bancos, mas os rendimentos não acompanham a inflação. Em 2026, a maioria das aplicações deverá render abaixo do nível de subida geral dos preços.
As poupanças das famílias ultrapassam os 112 mil milhões de euros, segundo dados recentes do setor. Mesmo com o saldo a crescer nos extractos, o poder de compra efetivo fica reduzido no tempo.
Para entender o cenário, importa considerar o regime de rentabilidade dos depósitos a prazo, as taxas cobradas pelos bancos e a evolução da inflação ao longo da última década.
Contexto económico
O assinalado desfogue de rendimentos ocorre numa perspetiva de longo prazo, com várias reformas monetárias a influenciar as taxas. Especialistas destacam a necessidade de diversificação para mitigar a erosão real do capital.
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