- A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março para 3,088%, de 3,079% no mês anterior, quebrando um ciclo de 25 meses de queda.
- Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa se fixou em 2,830% (menos 4,1 pontos base vs. fevereiro).
- No conjunto de financiamento para aquisição de habitação, a taxa total subiu para 3,086% (+0,9 pontos base face a fevereiro); nos contratos dos últimos três meses, ficou em 2,823% (menos 4,8 pontos base).
- A prestação média anual vencida para o total do crédito à habitação foi de 402 euros em março, +5 euros face a fevereiro e +4 euros em relação a março de 2025; 196 euros correspondem a juros e 206 euros a amortização de capital.
- O valor médio da prestação dos contratos celebrados nos últimos três meses foi de 700 euros, +5 euros, com subida homóloga de 15,9%; o capital médio em dívida total subiu para 77.078 euros, +584 euros face a fevereiro, enquanto nos últimos três meses ficou em 175.838 euros, mais 3.976 euros.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, face a 3,079% em fevereiro. O valor anterior era de 3,735% em março de 2025. O INE anuncia que se encerrou assim um ciclo de 25 meses de quedas consecutivas neste indicador, que relaciona juros vencidos com o capital inicial em dívida.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa fixou-se em 2,830%, menos 4,1 pontos-base face a fevereiro (2,871%). No financiamento para aquisição de habitação, o valor total subiu para 3,086% (+0,9 pb); nos contratos concluídos nesse trimestre, a taxa ficou em 2,823% (-4,8 pb face ao mês anterior).
O INE acrescenta que a prestação média anual vencida para o total do crédito à habitação foi de 402 euros em março, mais 5 euros que em fevereiro e 4 euros acima de março de 2025. Deste montante, 196 euros destinam-se a juros (48,8%) e 206 euros a capital amortizado (51,2%).
Dados-chave
Para os contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média subiu 5 euros, fixando-se em 700 euros, aumento de 15,9% em termos homólogos. Em março, o capital médio em dívida para todo o crédito à habitação foi de 77 078 euros, mais 584 euros que em fevereiro. Nos contratos recentes, o montante médio em dívida foi de 175 838 euros, mais 3 976 euros face ao mês anterior.
Observações oficiais
O INE destaca que as taxas de juro implícitas no crédito à habitação servem para indicar o esforço financeiro das famílias e do Estado neste tipo de financiamento, bem como para monitorizar a evolução do mercado.
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