- Um britânico, David Henderson-Stewart, comprou a Raketa em 2010 e mudou-se para a Rússia para gerir a fábrica de Peterhof, nos arredores de São Petersburgo, que tem raízes desde 1721 e foca-se em relógios de luxo com selo “Made in Russia”.
- Vladimir Putin usa regularmente relógios fabricados pela filial Imperial Peterhof Factory, o que aumentou a procura de modelos com design soviético; Henderson-Stewart afirma que a Raketa não depende dos componentes do Ocidente e produz a maior parte internamente.
- As sanções de 2022 reduziram lojas de luxo estrangeiras na Rússia, mas a procura interna cresceu e a cadeia de abastecimento da Raketa ficou em grande parte intacta, mantendo vendas para a Europa e o Médio Oriente.
- A Raketa emprega mais de 200 trabalhadores e fabrica internamente várias peças mecânicas; alguns modelos têm ponteiros a girar no sentido anti-horário, que se tornaram sucesso de vendas.
- O lucro da Raketa atingiu 1,40 milhões de euros em 2025, com relógios entre 700 e 3.500 euros; a empresa mantém o design soviético Baikonur, e a engenheira-chefe Lyudmila Voynik, 86 anos, recorda-se de desenhos técnicos originais que guardou desde os tempos da fábrica.
Na Rússia, um antigo advogado britânico assumiu a Raketa, fábrica histórica de relógios perto de São Petersburgo, e transformou-a numa marca de luxo com certificado Made in Russia. O negócio passou a centrar-se no restauro de peças soviéticas para o mercado interno e para clientes de luxo.
David Henderson-Stewart, que estudou em Oxford e na Sorbonne, adquiriu a Raketa em 2010 com um sócio. Hoje, a equipa local, de mais de 200 funcionários, opera com maquinaria recondicionada para fabricar engrenagens, rodas e molas, mantendo parte da produção dentro da própria cadeia de abastecimento.
A presença de Putin é mencionada pela mercê de um relógio da Imperial Peterhof Factory, produzida pela Raketa, o que tem alimentado o interesse por designs inspirados no período soviético. O fabricante destaca que a procura interna cresceu desde 2022, com o comércio externo limitado pelas sanções.
O impulso de Putin
Putin tem utilizado o relógio da Raketa, reforçando a visibilidade da marca na Rússia, o que, segundo a gestão, estimulou a procura por modelos semelhantes. A fabricante observa que seria mais prudente não replicar o modelo específico usado pelo chefe de Estado.
Resultados e produção
Entre 2024 e 2025, a Raketa registou lucro de cerca de 1,40 milhões de euros, com margens associadas a preços entre 700 e 3.500 euros por peça. Os mostradores em aço, incluindo o modelo Baikonur, valorizam o legado soviético no design contemporâneo.
Equipa e memórias
Entre os relatos privilegia-se a engenheira-chefe Lyudmila Voynik, de 86 anos, que trabalha na Raketa desde a década de 1950 e trouxe à luz um design único com ponteiros reversos. Ela descreve uma continuidade na identidade dos relógios, com pequenas alterações pontuais.
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