- O secretário executivo da UGT, Carlos Alves, afirmou que vai votar negativamente o anteprojeto de reforma da lei laboral.
- A posição é pessoal; não sabe se será a maioritária no secretariado nacional da UGT, já que existem várias tendências na central.
- Alegou que o esforço feito deve ser valorizado e que a posição não é política-partidária.
- Carlos Alves afirmou ainda que se criou um mito sobre a rigidez da legislação laboral, devido a um indicador da OCDE considerado desatualizado.
- Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal, lamentou as declarações, e o presidente da CIP disse que se perde a oportunidade de evoluir.
O secretário executivo da UGT, Carlos Alves, anunciou nesta terça-feira que irá votar negativamente o anteprojeto de reforma da lei laboral. A posição foi comunicada durante a 3.ª Conferência Anual do Trabalho, organizada pelo Eco, onde o dirigente revelou a sua posição pessoal e a indefinição sobre o apoio da secretariado nacional da UGT.
Alves afirmou que não sabe se a sua posição será a maioria dentro da UGT e destacou que a opinião não é partidária, lembrando a existência de diferentes tendências dentro da central. O responsável argumentou que houve um esforço que merece valorização, sem que isso signifique adesão ao texto em análise.
O dirigente questionou também a percepção de rigidez da legislação laboral, apontando que o indicador da OCDE utilizado para esse diagnóstico está desatualizado. Foi referido que, apesar de progressos durante o processo de discussão, na prática não houve avanços suficientes nas questões consideradas mais relevantes.
Reações e desdobramentos
Armindo Monteiro, presidente da CIP, reagiu às declarações, afirmando que as posições refletem uma ligação ao passado e não ao que é para vir. A CIP, por seu lado, entende que as propostas poderiam representar melhorias para o contexto económico e empresarial.
O presidente da CIP explicou que a avaliação envolve todos os sinais do mercado de trabalho e da competitividade, destacando a necessidade de alinhamento entre políticas laborais e dinamismo económico. A discussão segue com a análise de detalhes do anteprojeto e possíveis alterações.
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