- A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) pediu ao Governo para fiscalizar práticas comerciais agressivas nos supermercados que desvalorizam o leite nacional, especialmente o dos Açores.
- Os produtores enfrentaram nos últimos meses aumentos significativos dos custos de produção, nomeadamente gasóleo, fertilizantes e rações, enquanto os preços pagos aos produtores caíram.
- Em janeiro, o preço pago aos produtores no continente baixou; mais recentemente, registou-se descida também nos Açores, já abaixo do continente.
- A Aprolep alerta para o regresso de promoções agressivas, com leite de marcas açorianas a preço muito baixo usado como isco para atrair consumidores e ganhar guerras comerciais.
- A associação considera alarmante que o leite açoriano, mesmo com custos de transporte, seja vendido em todo o país a preços inferiores às marcas das cadeias de distribuição, lembrando o protesto de 2021 na Trofa.
A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) pediu ao Governo que fiscalize práticas comerciais agressivas nos supermercados, acusando desvalorizar o leite nacional, especialmente o dos Açores. O pedido chegou numa comunicação publicada esta semana.
Segundo a Aprolep, os custos de produção aumentaram nos últimos meses, com destaque para gasóleo, fertilizantes e rações. Paralelamente, verificaram-se descidas no preço pago aos produtores em várias regiões. O impacto preocupa o setor.
A associação aponta que o leite de marcas açorianas tem sido vendido a preços muito baixos, servindo de isco para atrair clientes e provocar guerras de preços entre estabelecimentos. O fenómeno é referido como especialmente alarmante.
O texto sublinha ainda que, apesar dos custos acrescidos de transporte, o leite açoriano acaba por ter preço inferior ao de muitas marcas da distribuição, o que agrava a desvalorização no continente e nas ilhas. A situação ameaça margens dos produtores.
Aprolep recorda uma manifestação de 2021 na Trofa, onde produtores denunciaram práticas que consideraram prejudiciais à produção nacional. A associação questiona se será necessário retomar ações de luta para fazer ouvir a voz dos produtores.
Para além do apelo à fiscalização, a Aprolep solicita também uma postura responsável por parte das indústrias e cadeias de distribuição. O Governo da República e o Governo Regional dos Açores são chamados a agir de forma coordenada.
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