- A TAP está a reduzir a venda de serviços de manutenção e engenharia a clientes externos, após dois anos de forte aposta neste segmento.
- A decisão afeta a receita da empresa, que tenta diversificar rendimentos para além do transporte de passageiros.
- A operadora está a reestruturar a área de manutenção, incluindo atividades de aeronaves próprias e de terceiros, para otimizar recursos e reduzir custos.
- Trabalhadores acusam a administração de perder receitas na véspera da venda da TAP, prevista ainda este ano após longas negociações.
- A crise causada pela Covid‑19 e pela economia global tem dificultado a recuperação do setor aéreo e o crescimento da atividade de manutenção externa.
A TAP está a reduzir a venda de serviços de manutenção e engenharia a clientes externos, após dois anos de forte aposta neste segmento. A mudança chega numa altura em que a privatização da empresa se aproxima, segundo fontes próximas da companhia.
A redução da atividade com clientes externos impacta diretamente a receita, numa aposta para diversificar rendimentos para além do transporte de passageiros. A estratégia de manutenção tem vindo a sofrer ajustes de organização e foco.
A empresa tem reestruturado a sua operação de manutenção, que abrange aeronaves próprias e de terceiros, para melhorar recursos e cortar custos. Contudo, a escassez de espaço e de peças, associada à realocação de recursos na operação interna, condiciona o crescimento.
Contexto e perspetivas
Trabalhadores na TAP acusam a administração de estar a perder receitas na véspera da venda, prevista para este ano, após anos de negociações e de tentativas de privatização. O negócio de manutenção foi uma aposta recente para reforçar a sustentabilidade financeira da TAP.
A venda de serviços externos de manutenção foi impulsionada para reduzir a dependência do transporte de passageiros, fortemente afetado por crises globais e pela pandemia. A TAP continua a reestruturar a operação com foco em eficiência e contenção de custos.
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