- A estação do metrobus de Matosinhos fica a cerca de 250 metros da área de chegadas do aeroporto, sem interface integrada com o terminal.
- A localização é na Estrada Nacional 107 (Avenida Fernando Távora) e não entrará no terminal do aeroporto.
- Não houve resposta oficial da Câmara de Matosinhos nem da ANA Aeroportos sobre a criação de um passeio contínuo até às chegadas ou sobre ligá-la mais perto do átrio.
- O projeto prevê 9,75 quilómetros de extensão com 11 estações, incluindo ligações com o Metro do Porto em Mercado, Senhor de Matosinhos, Botica e Verdes.
- O serviço terá velocidade média de 25 km/h, frequência de 15 minutos em hora de ponta e 20 minutos em horários de menor procura, com bilhética integrada na rede Andante e autonomia com autocarros elétricos articulados.
A estação do metrobus de Matosinhos, que será integrada na linha que liga o Mercado de Matosinhos ao Verdes (Maia), ficará a cerca de 250 metros da área de chegadas do aeroporto. Não haverá interface direta com o terminal, como acontece com o Metro do Porto.
Segundo dados oficiais da Câmara de Matosinhos, promotora do projeto, a estação do aeroporto ficará na EN107, também conhecida por Avenida Fernando Távora, sem ligação direta ao átrio do aeroporto. A autarquia não revelou detalhes sobre articulções com a ANA Aeroportos.
A Lusa informou não ter obtido respostas sobre a existência de um passeio contínuo desde a estação até às zonas de chegadas, nem sobre acessibilidades para utilizadores com malas. Também não houve confirmação de contactos com a ANA sobre a possibilidade de melhorar a ligação pedonal.
Percurso e ligações
Atualmente não existe passagem contínua entre o terminal de chegadas e a EN107, onde ficará a estação. A área privilegia o tráfego rodoviário e o estacionamento de autocarros de turismo e longo curso.
O projecto destaca 9,75 quilómetros de extensão, com 11 estações: Mercado, Senhor de Matosinhos, Exponor/Leça da Palmeira, Veloso Salgado, Inovação, MarShopping, Jomar, OPO City, Mário Brito, Aeroporto, Botica e Verdes.
Framework de funcionamento
O serviço vai operar com velocidade média de 25 km/h, com vias em diferentes configurações (dupla, única bidirecional e inserção no trânsito). A frequência será de 15 minutos nas horas de ponta e 20 minutos fora delas, com integração na rede Andante.
O trajeto incluirá a travessia da ponte da A28 sobre o rio Leça, e os autocarros serão articulados, com capacidade mínima de 140 lugares. O investimento total soma cerca de 27 milhões de euros, financiado pelo Fundo de Transição Justa.
Consumos e articulações
O montante inclui 23 milhões de euros para infraestruturas e 4 milhões para aquisição de veículos. A autarquia aponta o apoio do Fundo de Transição Justa na mobilidade descarbonizada e na neutralidade carbónica.
Entre na conversa da comunidade