- O Produto Interno Bruto da China cresceu 5% no 1º trimestre face ao mesmo período de 2023, com variação de 1,3% em relação aos três meses anteriores.
- O impulso veio principalmente do investimento em infraestruturas, que teve um aumento homólogo de 8,9%.
- O consumo ficou abaixo das expectativas, com vendas a retalho a subir 2,4% e o imobiliário a influenciar a confiança dos consumidores.
- As exportações mantiveram o ritmo mais forte dos últimos quatro anos no conjunto do trimestre, com as vendas de carros elétricos a contribuir significativamente; em março, as exportações cresceram 2,5% em termos anuais.
- Analistas destacam que o crescimento continua dependente de exportações e investimento; o impacto do conflito no Irão pode afetar a economia chinesa se se prolongar, especialmente pelo preço do petróleo.
A economia chinesa registou um crescimento do PIB de 5% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, e 1,3% em relação aos três meses anteriores. O indicador ficou acima das perspetivas, alimentando esperanças num objetivo de 4,5% a 5% para 2026.
O reforço veio principalmente do investimento em infraestruturas, que cresceu 8,9% em termos homólogos. Pequim manteve estímulos através de investimento para contrariar sinais de abrandamento económico.
Por outro lado, o consumo desacelerou, com as vendas a retalho a avançarem apenas 2,4% anualizadas. A quebra da confiança dos consumidores pode estar relacionada com a turbulência no mercado imobiliário e com a volatilidade dos preços.
As exportações destacaram-se pelo ritmo mais rápido dos últimos quatro anos, com as vendas de automóveis elétricos a puxarem o crescimento. Este dinamismo ajuda a sustentar o modelo económico centrado em exportações e investimento.
A produção manteve-se robusta, mas surgem preocupações sobre a sustentabilidade do desempenho, dadas as pressões geradas pela guerra no Irão. A China é o maior importador de petróleo e depende de fluxos externos para manter a expansão.
As autoridades chinesas destacam a resiliência do país, apontando reservas de petróleo e gás e o avanço nas energias renováveis como factores de estabilidade. Mesmo assim, persiste o risco de um impacto maior caso o conflito se prolongue.
Analistas referem que o cenário depende da procura global e da evolução dos custos energéticos. O efeito direto do conflito no Médio Oriente pode manter-se contido a curto prazo, mas pode alterar as perspetivas de crescimento.
O debate entre economistas foca-se na vulnerabilidade ligada à dependência energética externa e ao peso das exportações. Caso a procura mundial abrandar, o impulso externo pode perder força de forma mais pronunciada.
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