- Em 2023/2024, 48% dos quase seis mil diplomados em cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) estavam inscritos numa licenciatura no ano letivo seguinte; 52% não continuaram.
- Em 2017, 60% dos diplomados de 2016/2017 frequentavam licenciatura no ano seguinte; a percentagem tem vindo a cair, atingindo 45% em 2022/2023.
- Educação é a área com maior proporção de diplomados que prosseguem para licenciatura (em média cerca de 85% desde 2016/2017), seguida de Agricultura/Silvicultura/Pescas/Ciências Veterinárias (71%) e Ciências Sociais/Jornalismo/Informação (64%).
- Regionalmente, distritos como Castelo Branco, Beja, Bragança e Viseu apresentam taxas de progressão acima de 70%, enquanto Madeira e Açores ficam abaixo de 15%.
- Entre os licenciados, 42% continuaram no ensino superior em 2023/2024, maioria em mestrados; Educação inclui 77% dos que prosseguem, seguidas por Ciências Naturais/Matemática/Estatísticas (70%), Engenharia/Indústrias Transformadoras/Construção (56%) e Ciências Sociais/Jornalismo/Informação (52%).
Um relatório da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEC) mostra que, no ano letivo de 2023/2024, apenas 48% dos quase seis mil diplomados em cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) estavam inscritos numa licenciatura no ano seguinte. O restante, 52%, não seguiu para o ensino superior.
Afirmam os dados que a maioria dos diplomados não prossegue os estudos após o CTeSP. Em 2017, seis em cada 10 frequentavam licenciaturas no ano seguinte, mas essa fatia diminuiu ao longo dos anos. Em 2022/2023 atingiu o mínimo de 45%.
Mudanças ao longo dos anos
Além das médias globais, destacam-se áreas com maior propensão para continuar a estudar. Educação lidera, com percentagens acima de 85% de diplomados que ingressam em licenciaturas desde 2016/2017. Agricultura, Silvicultura, Pescas e Ciências Veterinárias ficam em 71%, e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação em 64%.
Variações regionais
Há variações geográficas relevantes. Em distritos como Castelo Branco, Beja, Bragança e Viseu, pelo menos 70% dos diplomados prosseguem os estudos. Por outro lado, as regiões autónomas da Madeira e Açores apresentam percursos significativamente menores, com apenas 13% e 8% a iniciar uma licenciatura, respetivamente.
A tendência mantém-se entre os licenciados: a maioria não continua a estudar após o curso, mas a proporção de quem o faz permanece relativamente estável, com oscilações ao longo dos oito anos.
No ano letivo 2023/2024, 42% dos licenciados estavam inscritos no ensino superior, principalmente em mestrados. Em 2017/2018 a proporção era de cerca de 37%. A Educação continua a ser a área com maior percentagem de diplomados que prosseguem os estudos, em 77%.
Entre as áreas com alta continuação, destacam-se Ciências Naturais, Matemática e Estatísticas (70%), Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção (56%) e Ciências Sociais, Jornalismo e Informação (52%).
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