- Em 2025, a remuneração total dos CEO dos cinco maiores bancos nacionais subiu 17% face a 2024, totalizando 7,4 milhões de euros.
- O banqueiro mais bem pago foi Mark Bourke, líder do Novo Banco, com 2,4 milhões de euros (remuneração fixa, variável e subsídios), mais 78% face a 2024.
- Miguel Maya (BCP) ficou em segundo, com 1,7 milhões de euros; Pedro Castro e Almeida manteve-se estável em cerca de 1,3 milhões.
- João Pedro Oliveira e Costa (BPI) registou uma queda de 8,5% para 1,1 milhões; Paulo Macedo (Caixa Geral de Depósitos) teve 964 mil euros, a mais baixa entre os cinco.
- As remunerações das comissões executivas totalizaram 29,7 milhões de euros, subindo 10%, com bônus a representar 12,2 milhões de euros (mais 16%). Os cinco bancos tiveram lucros médios de cerca de 14 milhões de euros por dia em 2025, impulsionados pela Caixa, com 5,2 milhões por dia.
Em 2025, as CEO dos cinco maiores bancos nacionais tiveram uma remuneração total de 7,4 milhões de euros, registando um aumento de 17% face a 2024. O avanço ficou a dever-se ao crescimento de parte fixa, variável e outros subsídios.
O líder desta lista foi Mark Bourke, presidente do Novo Banco desde 2022, que recebeu 2,4 milhões de euros, com um aumento de 78% em relação a 2024. A subida veio acompanhada de um maior peso de bónus.
Miguel Maya, do BCP, ocupa o segundo lugar, com remunerações de 1,7 milhões de euros, mais 10% do que no ano anterior. Pedro Castro e Almeida, que passou do cargo de presidente para chief risk officer no Santander em Espanha, completa o pódio com cerca de 1,3 milhões.
João Pedro Oliveira e Costa, do BPI, foi o único entre os cinco a ver as remunerações reduzidas, com queda de 8,5% para 1,1 milhão de euros. Paulo Macedo, da Caixa Geral de Depósitos, teve a remuneração mais baixa, 964 mil euros, mais 14%.
Remunerações vs. estruturas executivas
As remunerações dos CEOs representaram cerca de um quarto do total auferido pelas administrações executivas, fixado em 29,7 milhões de euros, mais 10% que em 2024. Os bónus aumentaram 16%, atingindo 12,2 milhões.
O Novo Banco e o BCP lideraram os encargos com comissões executivas, acima de 7 milhões de euros em cada instituição. No Caixa Geral de Depósitos, as remunerações subiram 11% para além de 6,3 milhões.
As remunerações do BPI e do Santander descentaram face a 2024, situando-se em 4,5 milhões e 4,3 milhões, respetivamente, refletindo mudanças nas estruturas de gestão e prémios.
Resultados de 2025
No conjunto dos cinco maiores bancos nacionais, o lucro diário atingiu uma média de 14 milhões de euros em 2025, sustentado pelo desempenho da Caixa, com lucros de 5,2 milhões de euros por dia. O desempenho, segundo a análise, ajudou a impulsionar a remuneração executiva.
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