Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Bruxelas propõe ajustes ao mercado de carbono para estabilizar preços

Bruxelas propõe ajustes ao Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) para conter a volatilidade do carbono, mantendo licenças em reserva como amortecedor de oferta

A indústria é um dos sectores que continua a receber licenças gratuitas do CELE
0:00
Carregando...
0:00
  • A Comissão Europeia propôs ajustes ao sistema CELE para reduzir a volatilidade dos preços do carbono, mantendo licenças excedentárias em reserva em vez de as cancelar automaticamente.
  • O mecanismo de reserva pode libertar licenças no futuro para conter picos de preços; até 2024, foram canceladas 3,2 mil milhões de licenças excedentárias.
  • O CELE é o principal instrumento da UE para reduzir emissões, abrangendo cerca de dez mil centrais elétricas e fábricas, e representa cerca de 11% das faturas de eletricidade industriais.
  • Oito Estados-membros (incluindo Espanha, Dinamarca, Finlândia, Luxemburgo, Portugal, Eslovénia, Suécia e Países Baixos) defendem manter licenças gratuitas para incentivar a descarbonização, posição que contrasta com a defesa alemã de aumento dessas atribuições.
  • A UE quer uma revisão do CELE até julho de 2026, com possível prorrogação das licenças gratuitas; o preço de referência do carbono ficou em cerca de 74 euros por tonelada após o anúncio.

A Comissão Europeia propôs este miércoles ajustes ao sistema de comércio de emissões da UE (CELE) para conter a volatilidade dos preços do carbono. A medida surge após pedidos de estados-membros, incluindo Itália, pressionarem por mudanças associadas à escalada dos custos de energia provocada pela guerra no Médio Oriente.

A proposta visa terminar com o cancelamento automático das licenças excedentárias no CELE. As licenças remanescentes ficarão numa reserva especial, a atuar como amortecedor de oferta, podendo ser libertadas se os preços do carbono dispararem.

À data, o CELE já cancelou 3,2 mil milhões de licenças até 2024. O objetivo original é tornar a oferta de licenças progressivamente mais restrita para reduzir emissões, mantendo a volatilidade sob controlo.

A UE indicou que mantém em reserva mais licenças do que o inicialmente previsto, para gerenciar melhor potenciais oscilações de preços. Um alto funcionário da UE reforçou o compromisso com a estabilidade dos preços.

O que é o CELE?

Lançado em 2005, o CELE obrigou milhares de centrais e fábricas a comprar licenças para cobrir emissões. O custo representa cerca de 11% das faturas de eletricidade industriais na UE, conforme dados recentes.

Reações e posições

Governações como a italiana defendem suspensão do CELE para reduzir os custos energéticos. Porém, oito Estados-membros manifestaram apoio à manutenção das licenças gratuitas como incentivo à descarbonização e à transição industrial.

Perspetivas futuras

O Conselho Europeu pediu a Bruxelas uma revisão do CELE até julho de 2026. A meta é reduzir a volatilidade do preço do carbono e mitigar o impacto nos custos de eletricidade e na cadeia de abastecimento.

Projeções de mercado

Após o anúncio, o preço de referência do carbono rondava 74 euros por tonelada. A reserva de estabilidade pode, em teoria, libertar até 75 milhões de licenças adicionais se certos gatilhos de preço forem atingidos, mantendo o mecanismo intacto.

Fontes: Reuters

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais