Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Descida do IVA dos alimentos é capturada por produtores, diz ministro

Ministro das Finanças rejeita descida do IVA dos alimentos, dizendo que o alívio seria absorvido pela cadeia produtiva e não chegaria aos consumidores

Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou no parlamento que não haverá descida do IVA dos bens alimentares, porque o benefício seria absorvido pela cadeia de produção e distribuição e não pelos consumidores.
  • Baseia-se na literatura económica que descidas de IVA em bens com preços não regulados tendem a beneficiar quem produz e distribui, não o consumidor.
  • Sobre os combustíveis, o ministro disse que o Estado não ganha dinheiro com o IVA: o aumento do preço eleva o IVA, mas essa receita é deduzida no ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos).
  • O governo não pretende fixar preços administrativamente e tem atuado na fiscalização para evitar abusos de mercado, mantendo apoios direcionados a famílias de baixos rendimentos ou setores mais vulneráveis.
  • Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam inflação de 2,7% em março, sendo o aumento dos combustíveis o principal contributo para o ascendente.

O ministro das Finanças rejeitou hoje, em audição no Parlamento, a possibilidade de descer o IVA dos bens alimentares. Joaquim Miranda Sarmento afirmou que o desagravamento seria absorvido pela cadeia de produção e distribuição, não chegando aos consumidores. A declaração ocorreu na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP).

Durante a sessão, o ministro explicou que descer o IVA de bens cujos preços não são regulados tende a beneficiar principalmente produtores e distribuidores, não os consumidores. A resposta surgiu após questionamento do deputado Eduardo Teixeira (Chega) sobre o destino provável dos recursos de um eventual desagravamento.

Miranda Sarmento recusou ainda que o Estado esteja a tirar proveito fiscal com o aumento recente dos preços dos combustíveis. Sustentou que a redução no ISP compensa o aumento de IVA nos combustíveis, resultando numa receita líquida estável para o Tesouro.

Despesas e apoios direcionados

O ministro afirmou que não haverá fixação administrativa de preços, apenas fiscalização para evitar abuso de posição dominante. Questionado pelo deputado Mário Amorim Lopes (IL), o tema da intervenção pública foi respondido com a intenção de não estabelecer tectos de preço.

Alega-se que os apoios devem ser direcionados a famílias de rendimentos mais baixos e a setores vulneráveis, evitando medidas genéricas. Miranda Sarmento lembrou ainda que o Governo já aplicou, em 2022, um mecanismo semelhante de redução via ISP.

Contexto económico e inflação

Em resposta a perguntas sobre dados do INE que indicam inflação de 2,7% em março, o ministro vincou que o aumento resulta principalmente da subida dos combustíveis. Reforçou que as políticas propostas visam moderar impactos sobre o consumo sem distorcer mercados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais