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Turismo de Portugal amplia programa de formação para migrantes

Turismo de Portugal reforça o programa Integrar para o Turismo com mais apoio financeiro e estágios mais longos, visando maior integração de migrantes no setor

Formandos da primeira edição que estão a trabalhar no sector ficaram principalmente com empregos ao nível da cozinha
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  • A segunda edição do programa Integrar para o Turismo abre mil vagas em abril, com formação de três meses e estágio de três meses nas empresas aderentes.
  • O programa aumenta a duração dos estágios, reforça o apoio financeiro aos participantes e inclui módulos de línguas e literacia financeira, com maior intervenção do IEFP.
  • O orçamento total é de cinco milhões de euros; o apoio monetário passa a sete IAS, equivalente a 3759,9 mil euros.
  • Abrangendo a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), conta ainda com uma nova plataforma de inscrição.
  • No balanço da primeira edição, 915 candidaturas foram validadas, resultando em 655 formados; 84,87% dos formados estavam a trabalhar, sendo 43,91% no turismo. Também houve 329 empresas disponíveis para estágios, com 53% a envolver-se no processo.

O Turismo de Portugal reforça o programa Integrar para o Turismo, agora com maior envolvimento do IEFP. A segunda edição prevê mais apoios monetários e estágios mais alargados para migrantes e beneficiários de proteção internacional, assegurando maior probabilidade de integração no mercado de trabalho.

A iniciativa abre mil vagas em abril, com mudanças relevantes em comparação com a edição anterior. Os estágios passam de um mês para três, e o apoio financeiro sobe, incluindo uma valorização da componente de línguas e a adição de um módulo de literacia financeira.

A formação inicial será assegurada pela rede de escolas de hotelaria e turismo do Turismo de Portugal, seguida de um estágio de três meses nas empresas aderentes. A duração aumenta para responder às necessidades das empresas e melhorar a integração.

Resultados da primeira edição

Na edição anterior, as mil vagas foram ampliadas para 1299, devido à forte procura, sobretudo de Brasil e Angola. Contudo, apenas 915 candidaturas foram validadas e houve um elevado número de desistências.

Entre os candidatos formados, 655 concluíram o programa. Desses, 84,87% já estavam a trabalhar, sendo que 43,91% atuavam no setor do turismo, com maior expressão na área da cozinha.

Apoio financeiro e participação das empresas

O reforço do IEFP permitiu aumentar o apoio monetário para sete IAS, cerca de 3759,9 euros. O objetivo é reduzir constrangimentos económicos e facilitar a conclusão do programa com sucesso, com um orçamento total de cinco milhões de euros.

À data, 329 empresas manifestaram disponibilidade para estágios, mas apenas 53% efetivamente participaram no processo. O envolvimento foi mais baixo entre empresas de pequena dimensão, com menos de 50 trabalhadores.

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