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Hotelaria regista abrandamento claro no crescimento do turismo

Turismo mantém crescimento, mas em abrandamento; desvio de reservas para Chipre, Turquia e Egipto e queda de turistas dos EUA e da Ásia, com incerteza alta

Para o período da Páscoa, 24% dos inquiridos pela AHP mencionaram um “aumento de cancelamentos ou abrandamento”
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  • A Associação da Hotelaria de Portugal aponta um “claro abrandamento” no crescimento do turismo, previsto este ano em linha com incerteza económica e conflitos internacionais, esperando um crescimento de receitas de cerca de 3% para atingir € 29,131 milhões.
  • Deste modo, há desvio de reservas para Portugal a partir de destinos como Chipre, Turquia e Egipto, com o potencial de manter o abrandamento a partir de fatores externos.
  • O mercado norte-americano encontra-se em desaceleração, devido à instabilidade geopolítica, com turistas dos EUA menos propensos a viajar para o estrangeiro e a gastar menos; observa-se também menor interesse de mercados sul-coreano e chinês para a Páscoa.
  • O impacto da guerra no Médio Oriente impede a oferta e pressiona preços de voos entre Europa e Ásia, contribuindo para o abrandamento geral no turismo regional.
  • No Carnaval, a taxa de ocupação nas regiões do Oeste e do Vale do Tejo foi de 53%, abaixo da média nacional de 65%, com receitas também em queda. Em perspetiva de Easter, 60% dos entrevistados não prevê alterações significativas, 35% espera melhor resultado que em 2025, 20% manterá igual e 30% antecipa pior desempenho.

O setor hoteleiro em Portugal aponta um abrandamento no crescimento do turismo em 2026, com desvios de reservas para destinos como Chipre, Turquia e Egipto, e menor afluência de turistas dos EUA e da Ásia. A afirmação parte da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

A vice-presidente executiva Cristina Siza Vieira comunicou, num encontro online com jornalistas, as perspetivas do setor. O foco está em manter um crescimento, mas mais suave face a 2025, em contexto de incerteza global e regional.

Perspetiva de crescimento e fatores de pressão

A AHP prevê uma subida de cerca de 3% nas receitas do turismo nacional em 2026, depois de 5% em 2025. As previsões de hóspedes e dormidas apontam variações de 2,5% e 1,7%, respetivamente, moduladas pela conjuntura económica e pela guerra na região.

Desvio de reservas para Portugal

Cristina Siza Vieira destacou um desvio de reservas para Portugal a partir de destinos como Chipre e Egipto, bem como Turquia. O abrandamento pode ser temporário, segundo a responsável, sendo influenciado pela aguerrada incerteza geopolítica.

Mercados dos EUA e da Ásia em baixo

O mercado norte-americano começa a perder impulso, com hóspedes dos EUA a mostrarem maior cautela nos gastos. A instabilidade regional também impacta a procura da Ásia, com efeitos visíveis em voos e disponibilidades.

Perspetivas para a Páscoa e para o Carnaval

Ao nível da Páscoa, 60% dos inquiridos não prevêem alterações significativas nas reservas. Contudo, 24% apontam cancelamentos ou abrandamento e 16% indicam aumento de reservas, devido ao desvio de destinos para Portugal.

Dados regionais e impacto nos aeroportos

O relatório menciona constrangimentos no crescimento de passageiros no aeroporto de Lisboa, com impactos adicionais na oferta de voos e nos custos operacionais. O Carnaval também influenciou as perspetivas do setor.

Repercussões económicas e contexto global

As previsões do Banco de Portugal para o crescimento económico foram revistas em baixa, o que reforça a necessidade de leitura cautelosa das métricas do turismo. O setor continua a monitorizar impactos da guerra e volatilidade económica.

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