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Avaliação de habitação bate novo recorde; Grande Lisboa mantém preços mais altos

Avaliação bancária sobe 140% desde 2016; Lisboa continua com os preços mais elevados, agravando a acessibilidade à habitação e o peso da renda

Casas na Grande Lisboa continuam a registar os preços mais elevados do País
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  • O Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que o valor mediano de avaliação bancária na habitação em fevereiro foi de 2 122 euros por metro quadrado, mais 17 euros face ao mês anterior e mais 17,2% face a fevereiro de 2024, atingindo novo recorde.
  • A Península de Setúbal registou o maior aumento, tanto em relação ao mês anterior (1,9%) como ao período homólogo de 2024, com as avaliações de apartamentos a 2 478 euros/m2 (+21,9% em relação a 2024).
  • As áreas com os valores mais elevados foram Grande Lisboa (3 298 euros/m2) e Algarve (2 856 euros/m2); Alentejo (1 477 euros/m2) e Centro (1 612 euros/m2) apresentaram os mais baixos.
  • O preço médio das moradias situou-se em 1 529 euros/m2, um aumento de 13,5% face ao mesmo mês do ano anterior.
  • O Banco de Portugal (BdP) destaca que a acessibilidade diminuiu: a parcela da rendimento mediano destinada à prestação da casa continua acima de quarenta por cento, enquanto o peso dos encargos com arrendamento subiu de 36% em 2019 para 47% no início de 2025.

O valor mediano de avaliação bancária na habitação, em Portugal, atingiu um novo recorde em fevereiro, segundo o INE. O preço por metro quadrado subiu para 2 122 euros, mais 17 euros que em janeiro, com um aumento de 17,2% face a fevereiro de 2024.

Os apartamentos registaram 2 478 euros/m2, acima de 21,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. A Grande Lisboa manteve os números mais elevados, com 3 298 euros/m2, seguida pelo Algarve, com 2 856 euros/m2. O Alentejo e o Centro apresentaram valores mais baixos.

Já as moradias tiveram um valor médio de 1 529 euros/m2, refletindo um acréscimo de 13,5% face a fevereiro de 2024. O aumento generalizado sustenta a pressão sobre o crédito concedido pelo sistema bancário no segmento residencial.

Acessibilidade

O BdP alerta para a dificuldade de acesso ao crédito pelo salário mediano. A análise sobre a acessibilidade mostra que a prestação acima de 40% do rendimento mediano é comum para quem contrai empréstimos. Em arrendamento, o peso no rendimento subiu de 36% (2019) para 47% (início de 2025).

Implicações de mercado

A variação recente acentua o fosso entre custos da habitação e rendimento disponível. Os dados reforçam a diferença entre regiões, com Lisboa a consolidar o topo dos preços. Analistas apontam para pressão contínua sobre compradores e arrendatários.

Perspetivas

Especialistas indicam que, para 2025, persiste o desafio de equilibrar financiamento e rendimento mensal. O Banco de Portugal reforça a necessidade de políticas de mobilidade habitacional e de monitorização da concessão de crédito.

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