- A Puig está a negociar com a Estée Lauder uma possível fusão entre Jean Paul Gaultier e Clinique, criando um grupo de beleza de luxo valued around €40 mil milhões.
- As ações da Puig subiram cerca de 16% na terça-feira, numa aproximação ao melhor dia de sempre, após o anúncio das negociações.
- A fusão surge poucos meses depois da L’Oréal adquirir ativos de beleza do grupo de luxo Kering, num contexto de crescente consolidação no setor.
- As análises apontam que o negócio poderia exigir um prémio à avaliação da Puig e marcar o fim da sua presença cotada em bolsa, com as ações já cerca de 30% abaixo do valor de maio de 2024.
- O negócio poderia incorporar marcas como Clinique (Estée Lauder) e Rabanne (Puig), com estimativas de receitas combinadas acima de €20 mil milhões, em comparação com €15,6 mil milhões da divisão Luxe da L’Oréal.
A Puig está em negociações com a Estée Lauder para unir as marcas Jean Paul Gaultier e Clinique, criando um grupo de beleza de luxo. O anúncio ocorreu na segunda-feira, com a validação de que a fusão pode envolver a Rabanne, outra marca da Puig. O acordo estaria avaliado em cerca de 40 mil milhões de euros. A operação abrangeria uma forte presença no mercado global de perfumes.
As ações da Puig subiram cerca de 16% na terça-feira, aproximando-se do melhor dia de sempre. Analistas apontam que a possibilidade de fusão pode exigir um prémio de valorização para a Puig, caso aceite abandonar a independência empresarial.
A informação acontece semanas após a L’Oréal ter adquirido ativos de beleza do grupo Kering, proprietária da Gucci, o que alimenta previsões de consolidação no setor. O interesse da Estée Lauder surge num momento de menor crescimento do ramo de perfumes e inflação global.
Para além das marcas de perfumaria Jean Paul Gaultier e Rabanne, o negócio potencial poderá incluir clínique da Estée Lauder, com receitas combinadas a superar 20 mil milhões de euros, segundo analistas. Este montante colocaria a nova empresa acima da divisão Luxe da L’Oréal.
Alguns especialistas destacam que a Puig, ao gerir as suas próprias marcas, pode beneficiar de maior controlo sobre portfólio e expansão, nomeadamente com a aquisição de outras linhas como Charlotte Tilbury. A reação do mercado indica cautela face a uma transição de independência.
A Estée Lauder encerrou o pregão de segunda-feira com uma queda de 7,7% em Nova Iorque, refletindo a sensibilidade do mercado a hipóteses de fusão no setor. O impacto esperado no valor das marcas envolve potenciais ganhos estratégicos, mas também riscos operacionais.
Contexto do setor
Analistas destacam que o mercado de luxo em beleza enfrenta incertezas geopolíticas e pressão da inflação, o que favorece movimentos de consolidação. A fusão Puig-Estée Lauder é vista como resposta possível para competir com marcas premium já consolidadas.
Entre na conversa da comunidade