- Prejuízos no concelho de Alcácer do Sal devem ultrapassar os 100 milhões de euros; os custos do município são estimados em cerca de 80 milhões de euros.
- A autarca Clarisse Campos exige ajuda rápida do Estado, incluindo financiamento a fundo perdido, acusando o governo de ter transferido zero euros até ao momento para a CCDR Alentejo.
- Cerca de 500 mil euros estão em candidaturas à CCDR Alentejo e ainda não foram pagos; o concelho registou mais de 200 desalojados.
- Alguns negócios já reabriram, como uma loja e fábrica de produtos em couro, com prejuízos estimados em até 1 milhão de euros e perda de maquinaria.
- Vários exemplos locais ilustram a ausência de apoios: armazém de rações com prejuízo de cerca de 300 mil euros; quiosque reaberto com custos próprios; empresários que disseram ter prometido apoio, mas sem respostas.
Alcácer do Sal enfrenta prejuízos superiores a 100 milhões de euros após as tempestades que atingiram o país entre 22 de janeiro e 8 de fevereiro. A presidente da Câmara, Clarisse Campos, exige apoio financeiro direto do Estado para empresas, famílias e o município, em especial fundos a fundo perdido.
A autarca critica o atraso nos pagamentos implementados pela CCDR Alentejo, onde já existem dezenas de candidaturas pendentes. Até ao momento, o governo não transferiu qualquer verba para a região pagar os auxílios prometidos, agravando a pressão financeira sobre o concelho.
Agravamento económico é visível na cidade baixa, onde alguns negócios reabriram já perto de um mês após as cheias. O cenário envolve custos significativos para famílias, empresas e para a autarquia, com o município a suportar uma parte relevante dos prejuízos estimados.
O impacto nas empresas locais
Um artesão que produz couro na Avenida dos Aviadores estima perdas próximas de 1 milhão de euros, incluindo maquinaria e peças feitas ao longo de anos. O comerciante aponta a falha na obtenção de apoios, apesar de ter tentado várias candidaturas.
Outro empresário, proprietário de armazém e loja de rações, relata prejuízos de cerca de 300 mil euros. O casal proprietários menciona danos nas montras de vidro provocados pela subida da água e continua sem qualquer ajuda recebida.
Um quiosque da zona ribeirinha reabriu após custos financiados pelo próprio bolso. Os proprietários indicam dificuldades com a Segurança Social devido ao registo da morada, mas asseguram que conseguiram manter o negócio em funcionamento.
Outros relatos de impacto
Aproveitando a intervenção, proprietários de uma pastelaria expressaram forte desapontamento com promessas feitas após o mau tempo, considerando que nenhuma ajuda chegou. Ao lado, um cabeleireiro e um gabinete estético sinalizam perdas elevadas, condicionando trabalhos e obras no espaço.
Clarisse Campos reiterou a necessidade de uma resposta rápida das entidades oficiais para permitir o recomeço econômico do concelho. A lista de danos continua a crescer à medida que a recuperação avança.
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