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Companhias aéreas ameaçam subir preços e adiar combustíveis ecológicos

Companhias aéreas pedem à UE para adiar o uso de combustível sintético até existir oferta, ante custos elevados e possível subida de bilhetes

A Air France-KLM e a SAS já declararam que terão de aumentar os preços dos bilhetes devido à subida de custos do combustível
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  • Administradores das companhias aéreas europeias pedem à União Europeia que adie a obrigatoriedade de usar combustível sintético sustentável (eSAF) a partir de 2030, citando falta de oferta e custos elevados que podem refletir-se nos bilhetes.
  • O grupo A4E (associação da aviação europeia) afirmou que a exigência deve permanecer em suspenso até o eSAF estar realmente disponível.
  • As transportadoras defendem que a mudança visa reduzir a dependência do petróleo, mas a indústria do combustível verde é vista como desequilibradora de custos entre a Europa e concorrentes de outras regiões.
  • O conflito no Médio Oriente fez subir os preços do combustível, com impactos operacionais e potenciais aumentos de tarifas de voo na Europa e na Ásia.
  • Air France-KLM e SAS já anunciaram aumentos nos preços dos bilhetes, enquanto a Finnair alertou para possíveis problemas de abastecimento de combustível devido ao encerramento do Estreito de Ormuz.

Os administradores das companhias aéreas europeias pediram à União Europeia que adie, até que haja disponibilidade real, a obrigatoriedade de usar combustível sintético sustentável (eSAF) a partir de 2030. A solicitação foi feita numa conferência de imprensa do grupo de lobby A4E, na quinta-feira, em meio a pressão de custos energéticos crescentes.

As transportadoras argumentam que a oferta de eSAF ainda é insuficiente e que os custos são elevados, o que pode refletir-se no preço dos bilhetes. A preocupação surge num contexto de subida generalizada dos preços do gás e do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.

A Air France-KLM, a Ryanair e outras grandes companhias já destacaram que uma obrigação de combustível verde pode criar lacunas competitivas a favor de operadoras asiáticas e do Médio Oriente. O debate acompanha metas climáticas que visam reduzir a dependência de petróleo, com o setor a responder por cerca de 2,5% das emissões de CO2 mundiais.

Especialistas destacam que o conflito no Médio Oriente provocou impactos na aviação, com voos cancelados ou redirecionados e com o espaço aéreo sobre o Golfo Pérsico ainda restrito. Os custos com combustível dispararam em várias regiões, duplicando na Europa e crescendo perto de 80% na Ásia desde o início da crise.

O aumento de custos é visto como um desafio para a rentabilidade de curto prazo. Assim, executivos de várias companhias alertam que os contratos de fornecimento de combustível podem expirar nos próximos meses, o que ampliaria a sensibilidade aos preços de energia.

Entre as implicações, o grupo aponta que as tarifas aéreas podem subir se o valor do petróleo permanecer alto. A Finnair advertiu sobre possíveis constrangimentos de abastecimento, enquanto a indústria aguarda novas respostas regulatórias da UE sobre o cronograma de adoção do eSAF.

No cenário atual, a pressão para acelerar a transição energética confronta a necessidade de manter estabilidade de preços e de segurança de abastecimento. As partes interessadas continuam a analisar opções para favorecer a disponibilidade de combustíveis mais limpos sem comprometer a competitividade.

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