- Metade dos consumidores portugueses com dívidas aponta o aumento do custo de vida como principal motivo para endividamento; 50% dos que enfrentam dificuldades indicam esse factor para a dívida.
- 40% dos inquiridos dizem não ter dinheiro suficiente disponível no momento de pagar as contas.
- 43% relatam endividamento devido a despesas inesperadas, como emergências familiares ou médicas; 34% dizem que rendimentos não acompanharam o custo de vida.
- 46% afirma ter utilizado cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou outras despesas; 19% já pediram dinheiro emprestado.
- 77% conseguem pagar todas as contas dentro dos prazos, mas este valor está abaixo da média europeia e cifra-se numa deterioração face a 2024 (85%), com variações regionais e geracionais.
O estudo ECPR da Intrum aponta que, em Portugal, a principal razão para o endividamento é o aumento do custo de vida. Metade dos inquiridos refere dificuldades para pagar dívidas devido ao agravamento do custo de bens essenciais.
Quase metade dos consumidores diz não ter dinheiro suficiente disponível no momento do pagamento. Além disso, 46% afirmam ter utilizado o cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
Dados principais
O relatório indica ainda que 50% dos portugueses com dificuldades de pagamento destacam o aumento dos preços de alimentação e energia como principal motivo. Despesas imprevistas aparecem em 43% dos casos, enquanto 34% apontam rendimentos estagnados.
Sete em cada 10 consumidores dizem conseguir pagar as contas dentro dos prazos, mas o indicador cai face a 2024, quando 85% o faziam. Isto revela maior pressão financeira sobre as famílias.
Perspetivas regionais
A Madeira e os Açores registam 71% a indicar o custo de vida como principal motivo de dívidas. No Alentejo, 82% destacam despesas inesperadas como motivo de endividamento, apontando maior exposição a imprevistos.
A Área Metropolitana de Lisboa é a região com maior queixa relacionada com rendimentos que não acompanham o custo de vida, com 56% a reportar a situação.
Perspetivas por geração
Entre a Geração X, 74% apontam o custo de vida como principal fator, sendo também relevante o impacto de rendimentos que não acompanham os preços (50%). Nos Millennials, 43% referem despesas imprevisíveis.
A Geração Z mostra maior vulnerabilidade a imprevistos, com 59% a indicar custos inesperados como principal motivo de dificuldades para pagar dívidas.
Dados adicionais do levantamento
No total, 40% dos portugueses dizem não ter dinheiro suficiente no momento de pagar. 46% recorreram a cartão de crédito para contas ou despesas nos últimos seis meses, e 19% admitiram ter pedido dinheiro emprestado.
O estudo foi conduzido pela FT Longitude em agosto de 2025, com 20 mil inquiridos em 20 países europeus. Em Portugal, a amostra foi de 1 mil consumidores.
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