- Em Campo Maior, na torrefacção histórica de Camelo, tudo começou nos anos 1930 com o tio Joaquim d’Olaia.
- O comendador Rui Nabeiro aprendeu a torra do café à antiga, segundo a tradição daquela casa.
- A comprovação da torra fazia-se pelo olfacto: “Aquela bola está a passar do tempo. A outra está pronta para sair.”
A infância de Rui Nabeiro ficou ligada à torrefação de Campo Maior, onde a família mantinha uma torrefação histórica, conhecida como Camelo. Foi ali que o empresário aprendeu o ofício nos anos 1930, junto do tio Joaquim d’Olaia, em momentos em que a profissão era ainda artesanal.
Daquela época fronteiriça, ficou gravada a sensibilidade para determinar o ponto de torra apenas pelo aroma. A tradição da casa passava pela observação constante do grão e pela experiência acumulada ao longo dos anos, que orientava o momento de saída das fazendas para os cupons de venda.
História da torrefação de Campo Maior
A ligação de Rui Nabeiro ao negócio começou neste espaço, onde tudo começou. O cheiro característico do café indicava o estágio certo de torra, um sinal que marcava a precisão necessária para a qualidade do produto final.
Entretanto, com o desenrolar do tempo, o legado da torrefação evoluiu para além das paredes originais. A história de Nabeiro é frequentemente associada à passagem do conhecimento tradicional para a gestão de uma marca nacional de referência.
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