- Prejuízos estimados em Leiria pelo mau tempo rondam 1.000 milhões de euros; os custos com equipamentos municipais e vias atingem 243.037.176,18 euros e não incluem propriedade privada, empresas ou floresta.
- Ao somar com o levantamento anterior de 792,8 milhões de euros, o total pode chegar a cerca de mil milhões de euros.
- A rede viária teve um impacto de 85.587.059,64 euros; prejuízos em edifícios municipais somam 75.219.361,34 euros; danos em taludes e muros de suporte totalizam 7,9 milhões de euros.
- O Castelo de Leiria aparece entre as principais infraestruturas afetadas (10,2 milhões de euros); várias escolas também registaram perdas significativas.
- O autarca destaca prioridade na reconstrução: obras urgentes nas escolas e vias municipais, com objetivo de transformar o parque escolar e tornar o território resiliente a tempestades.
O município de Leiria revelou que os prejuízos causados pelo mau tempo chegam a perto de 1 mil milhões de euros. O montante inicial de 243,0 milhões corresponde aos custos com equipamentos municipais, Estado e vias rodoviárias. O valor total não inclui propriedade privada ou floresta.
O presidente da Câmara, Gonçalo Lopes, explicou que o cálculo incide sobre infraestruturas e equipamentos da responsabilidade do município, bem como de colectividades, IPSS e património religioso no território. O impacto global é superior a 1 mil milhões de euros, segundo o autarca.
No relatório apresentado numa sessão no Castelo de Leiria, foi detalhado que a rede viária sofreu prejuízos de cerca de 85,6 milhões de euros e edifícios municipais totalizaram 75,2 milhões. Tropas de parceiros locais ajudaram a contabilizar danos.
Principais valores por área
Os estragos em taludes e muros de contenção somaram 7,9 milhões, agravados após a passagem da tempestade Kristin. Os custos com equipamentos complementares de lazer registaram quase 8 milhões de euros. O saneamento básico contribuiu com 5,4 milhões.
As escolas da rede pública também registaram danos significativos, incluindo EB 2,3 Marrazes (8 milhões) e Henrique Sommer, na Maceira (7 milhões). O Castelo de Leiria aparece entre as infraestruturas mais afetadas, com 10,2 milhões de prejuízos.
Em termos de infraestruturas desportivas, o Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa apresentou perdas de cerca de 4,5 milhões. A arborização de vias públicas ficou em 3,3 milhões, e a manutenção de espaços verdes em 3,1 milhões.
A reparação das ruas da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes situa-se perto de 2,7 milhões. Entre os investimentos já realizados, destacam-se 13,3 milhões no período de calamidade, com 9,2 milhões em ações de limpeza, desobstrução de vias e intervenção em escolas e centros de saúde.
Perspetivas e prioridades
As despesas correntes somam 4,1 milhões, incluindo recolha de resíduos, locação de geradores e combustíveis. A recuperação do parque escolar é prioridade, com obras rápidas e aumento da resiliência frente a tempestades.
Gonçalo Lopes adiantou que algumas intervenções vão exigir anos, como a replantação da cidade. Espera-se apresentar um Jardim Luís de Camões com árvores no Dia de Portugal, a 10 de Junho.
A autarquia reforçou que as vias municipais receberão intervenção prioritária para restabelecer a circulação. Mantém-se a meta de transformar Leiria num território mais resistente a tempestades e a outros tipos de catástrofe.
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