- O PS pediu ao Governo que suspenda a saída do Estado da Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) e busque uma solução que preserve trabalhadores e o conhecimento acumulado.
- O Governo anunciou, a 28 de novembro, a retirada do Estado como cooperante majoritário (60%) da CASES.
- O PS defende iniciar um diálogo construtivo com os cooperadores e assegurar uma solução institucional que fortaleça o sector.
- José Luís Carneiro criticou a decisão, dizendo que encerra a estrutura de apoio à economia social sem ouvir os parceiros.
- A audição pública na Fundação Mário Soares contou com intervenções de líderes do PS e representantes da economia social, destacando perspetivas de academia e de associações do sector.
O Partido Socialista pediu ao Governo que suspenda a retirada de participação do Estado na Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) e que garanta uma solução institucional que preserve o conhecimento acumulado e a proteção dos trabalhadores. A medida foi anunciada num contexto de reforma do MTSSS.
O PS argumenta que a saída do Estado poderá inviabilizar o apoio à economia social, tendo em conta que o Governo detém 60% da CASES e transfere verbas anuais. A CASES atua em credenciação, programas de apoio, produção jurídica e microcrédito, entre outras funções.
Em audição pública, o PS defendeu um diálogo construtivo com os cooperadores para evitar o encerramento da instituição. O partido pediu ainda que se assegure uma solução que fortaleça o setor e preserve o capital de conhecimento da CASES, bem como a proteção dos trabalhadores.
Declarações e contexto político
José Luís Carneiro criticou a decisão do Governo por não ter ouvido os parceiros e afirmou que a saída representa o fim de uma estrutura de apoio ao cooperativismo. O líder socialista Eurico Brilhante Dias descreveu a saída como uma precipitação política, não surpreendendo, contudo, quem acompanha o processo.
Painéis da audiência
O encontro, na Fundação Mário Soares e Maria Barroso, abriu com Eurico Brilhante Dias, que apontou a precipitação da decisão. O debate contou com especialistas da academia sobre a economia social e com representantes do setor, incluindo a Confederação Portuguesa de Economia Social e a Social Economy Europe, em painéis moderados por membros do PS.
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