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Tornar-se CEO pode ser a solução para um mercado de trabalho lento?

Em toda a Europa, o rótulo 'Fundador' cresce 60% no LinkedIn, refletindo resposta de jovens a um mercado de trabalho lento

The Big Question: Será que tornar-se CEO é a resposta para um mercado de trabalho lento?
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  • O número de membros do LinkedIn a incluir “Fundador” nos perfis cresceu 60% num ano, e quase duplicou desde 2022, com maior subida nos Países Baixos (85%) e no Reino Unido (69%) entre julho de 2024 e julho de 2025.
  • Espanha (68%), Alemanha (61%) e França (49%) também registaram aumentos significativos nesse fenómeno.
  • O mercado de trabalho europeu permanece lento, mas não estagnado; contratações globais estão cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia, com Reino Unido, França e Alemanha entre 20% e 35% abaixo.
  • Há uma divisão geracional: a geração mais velha tende a permanecer no emprego atual, enquanto a mais jovem surge com mais vontade de abrir o próprio negócio, com quatro em cada dez jovens interessados em ser fundador.
  • Entre os jovens licenciados, 28% conciliam vários empregos, procurando rendimento extra (52%), iniciar o próprio negócio (24%) e expandir a rede de contactos (22%).

A procura por trabalho na Europa continua em ritmo mais lento, mas não estagnado. O tema em análise é se tornar CEO pode ser uma resposta a esse mercado. Dados do LinkedIn indicam que o título de Fundador tem crescido significativamente nos perfis profissionais.

Nos últimos 12 meses, o número de utilizadores que adicionam Fundador aos seus perfis aumentou 60%, quase triplicando desde 2022. O crescimento é mais acentuado nos Países Baixos e no Reino Unido, com 85% e 69% respetivamente, entre julho de 2024 e julho de 2025.

Espanha (68%), Alemanha (61%) e França (49%) também apresentam aumentos relevantes. A discussão chega ao mercado de trabalho europeu, onde muitas empresas ajustam estrutura após a fase pós-pandemia.

Sue Duke, diretora-geral para a EMEA & LATAM e Vice-Presidente de Política Pública Global no LinkedIn, participa do The Big Question para analisar o cenário. Angela Barnes acompanha a análise para entender tendências.

Mercado de trabalho na Europa

As empresas procuram o tamanho ideal, gerando despedimentos pontuais e desaceleração de contratações após o boom do período anterior. Ainda assim, o mercado permanece ativo, apesar de mais lento, segundo a diretora.

Conforme o LinkedIn, as contratações globais ficam cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia. Economias como Reino Unido, França e Alemanha registam quedas entre 20% e 35%.

Este contexto aumenta a competição por vagas, com o número médio de candidatos por vaga a duplicar desde 2022. Metade das pessoas em todo o mundo espera ter de procurar emprego em 2026.

Faça as suas próprias pontes

Há diferenças geracionais na resposta ao mercado lento. A gerarção mais velha tende a abraçar o emprego existente, com transições entre empregos no nível mais baixo dos últimos 10 anos, segundo a análise.

Este comportamento indica cautela no mercado externo, com trabalhadores a manterem-se nas posições e a concorrerem fortemente por novas vagas quando aparecem.

Para a geração mais jovem, a tendência é mais proativa. Quatro em cada 10 jovens desejam criar o próprio negócio, abrindo portas ao empreendedorismo.

Uma geração mais jovem de empreendedores

A sociedade observa mais licenciados confrontados com perspetivas de emprego limitadas, levando-os a explorar caminhos próprios. Dados apontam que 28% dos jovens na Europa conciliam vários empregos, com objetivos diversos.

Entre os jovens, 52% procuram rendimento extra, 24% querem iniciar o próprio negócio e 22% desejam construir uma rede de contactos. A vontade de serem fundadores aparece como força motivadora.

The Big Question é uma série da Euronews Business que reúne líderes e especialistas para debater temas atuais. A análise completa pode ser visualizada no vídeo associado.

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