- O Museu da Farmácia celebra trinta anos este ano, tendo como sede o Palacete de Santa Catarina, em Lisboa, e abertura em 1996.
- O acervo atual soma quinze mil peças, incluindo itens tão diversos como um sarcófago, receitas antigas, cintos de castidade masculinos, um crocodilo de Fidel, a farmácia da NASA e a mala de Aníbal Cavaco Silva.
- A última peça a entrar no museu pertenceu a Aníbal Cavaco Silva, quando era Presidente da República.
- O projeto começou em 1981 e a inauguração ocorreu em 1996; o museu abriu também no Porto em 2010.
- O diretor de sempre é João Neto, historiador e museólogo.
O Museu da Farmácia celebra 30 anos com um acervo de cerca de 16 mil peças, reunidas ao longo de três décadas. Entre itens extraordinários e hortas de curiosidades, a coleção inclui desde sarcófagos até receitas antigas, passando por objetos com ligações históricas à indústria farmacêutica e à medicina.
Quem gere o espaço é João Neto, historiador, museólogo e diretor desde a abertura do museu, que funciona junto da Associação Nacional das Farmácias (ANF). A instituição destaca a diversidade do acervo, que abrange peças de diferentes épocas e funções, refletindo a evolução da farmácia ao longo do tempo.
O museu abriu pela primeira vez em Lisboa, no Palacete de Santa Catarina, e inaugurou-se em 1996 após um projeto que começou a ganhar forma em 1981. Em 2010, consolidou a sua presença também no Porto, consolidando a rede museológica ligada à ANF.
O que faz parte do acervo
Entre as peças reunidas ao longo dos anos contam-se objetos de valor histórico, como um sarcófago de referência arqueológica, uma das primeiras receitas medicinais, cintos de castidade masculinos, bem como itens com associações culturais e políticas, como o que se conhece pela ligação a Fidel Castro.
A última peça a entrar no museu pertenceu a Aníbal Cavaco Silva, durante o período em que ocupou a Presidência da República. O conjunto cresce com doações, aquisições e depósitos que passaram a integrar o relato da farmácia como ciência, arte e indústria.
Perspetiva de preservação e pesquisa
O diretor destaca o papel do museu na preservação do património farmacêutico e na promoção do conhecimento público. O acervo, que já ultrapassa dez mil peças só no período inicial de recolha, continua a ser alvo de catalogação, restauro e estudo para facilitar o acesso educativo e histórico à comunidade.
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