- A Galp registou em 2025 um resultado líquido recorde de 1,154 mil milhões de euros, mais 20% que no ano anterior.
- O desempenho foi impulsionado pela produção de petróleo e gás no Brasil e pela comercialização de gás natural, com a refinaria de Sines a sofrer uma paragem programada para manutenção.
- O resultado líquido IFRS ficou em 1,12 mil milhões de euros; o EBITDA RCA ficou em 3,04 mil milhões de euros, quedando 8% face a 2024.
- A administração propõe um aumento de 4% do dividendo, para 0,64 euros por ação, e um novo programa de recompra de ações no valor de 250 milhões de euros.
- Mais de 80% do resultado operacional decorre de atividades internacionais, com mais da metade gerada no Brasil; as ações da Galp sobem cerca de 4,8% em Lisboa.
A Galp anunciou um resultado líquido recorde de 1,154 mil milhões de euros para 2025, aumento de 20% face a 2024. A empresa atribui o feito ao desempenho da produção de petróleo e gás no Brasil e à venda de gás natural, apesar da redução do crude, do dólar e da paragem programada da refinaria de Sines.
O resultado líquido IFRS subiu 8% para 1,12 mil milhões de euros. O EBITDA ajustado a custo de substituição ficou em 3,04 mil milhões, menos 8% devido ao contexto de mercado, incluindo a queda das cotações do Brent.
Mais de 80% do resultado operacional provém de actividades internacionais, com maior contributo vindo do Brasil. A empresa destaca ainda o aproveitamento das atividades de trading de gás natural para atenuar impactos de preço.
Relevância financeira para acionistas
A administração vai propor aos acionistas um aumento de 4% do dividendo, para 0,64 euros por ação, e um novo programa de recompra de ações no valor de 250 milhões de euros, para reforçar o retorno de capital.
Já em 2025, a Galp tinha concluído um programa de recompra de 78 milhões de euros. A proposta de recompra arranca já em março, acompanhada do aumento do dividendo, segundo o comunicado da petrolífera.
As ações da Galp seguiam em alta na bolsa de Lisboa, com ganho de cerca de 4,8% por volta das 10h45, apesar da queda global dos mercados após a escalada de conflitos no Médio Oriente. O PSI acompanhava a tendência de baixa de cerca de 1%.
Nota: dados apresentados pela empresa refletem o desempenho no conjunto de 2025 e podem sofrer ajustes conforme divulgações futuras.
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