- Em 2025, as matrículas de veículos 100% elétricos na União Europeia chegaram a 1,88 milhões, mais 29,7% face a 2024; incluindo Reino Unido, Noruega, Suíça e Islândia, o volume total foi superior a 2,58 milhões.
- O mercado automóvel total avançou 1,8%, para cerca de 10,8 milhões de veículos novos, ainda distante dos cerca de 15 milhões registados antes da pandemia.
- Espanha destacou-se com um aumento de 77% nos elétricos a bateria, seguida de Alemanha (+43,2%), Países Baixos (+18,1%), Bélgica (+12,6%) e França (+12,5%); juntos representaram cerca de 62% das matrículas de 100% elétricos na União Europeia.
- No lado dos construtores, Volkswagen manteve a liderança com +5,5% de crescimento, Stellantis recuou 4,7% e Renault avançou 5,6%; entre chineses, SAIC (MG) subiu 34%, BYD triplicou as vendas e Tesla caiu 38% na Europa.
- A quota de 100% elétricos na Europa ficou em 17,4% em 2025 (13,6% em 2024); Portugal registou 23,2%; a ACEA alerta que a trajetória atual não basta para cumprir as metas de CO2 até 2030, sendo necessária quase triplicar a quota de EVs.
Em 2025, a União Europeia matriculou cerca de 1,88 milhões de veículos 100% elétricos, mais 29,7% face a 2024. Se somarmos o Reino Unido, Noruega, Suíça e Islândia, o total ultrapassou 2,58 milhões, aponta a ACEA.
O mercado automóvel europeu registou, no conjunto, um crescimento de 1,8% para cerca de 10,8 milhões de viaturas novas, ainda longe dos 15 milhões registados antes da pandemia.
O aumento dos elétricos a bateria abrangeu os principais mercados, com variações distintas. Espanha saltou 77%, seguida de Alemanha (+43,2%), Países Baixos (+18,1%), Bélgica (+12,6%) e França (+12,5%). Juntos, estes quatro países representaram cerca de 62% das matrículas de 100% elétricos na UE.
Desempenho por construtor
Entre as marcas, o grupo Volkswagen manteve a liderança com crescimento de 5,5%, enquanto a Stellantis recuou 4,7%. Renault avançou 5,6%, impulsionado pelo Renault 5 elétrico. Entre fabricantes chineses, a SAIC (MG) subiu 34%, a BYD teve o volume de vendas triplicado e a Tesla registou uma queda de 38% nas matrículas na Europa.
Queda dos motores de combustão
As viaturas a gasolina justificaram uma queda de 18,7%, com quota de 26,6%. O Diesel caiu 24,2%, ficando com 8,9% de quota. No total, os veículos com motor térmico viram a quota cair de 45,2% para 35,5%.
Ainda que os híbridos continuem a ser a tecnologia mais vendida na Europa, com 3,73 milhões de unidades e 34,5% de quota, o ritmo de crescimento foi inferior ao dos elétricos a bateria. Os híbridos plug-in cresceram 33%, para cerca de 1 milhão de unidades e 9,4% de quota.
Quotas e perspetivas
A quota de 100% elétricos na UE situou-se em 17,4% em 2025, face a 13,6% no ano anterior. Em Portugal, a quota chegou a 23,2% no mesmo período. A ACEA aponta que o ritmo atual não é suficiente para alcançar as metas de CO2 da UE para 2030. A necessidade de quase triplicar a quota é mencionada para cumprir os objetivos sem penalizações.
O mercado de 2025 revela uma transição acelerada, com os veículos elétricos a ganhar protagonismo no crescimento do setor automóvel europeu, em contexto de retração das opções a combustíveis fósseis.
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