- A Câmara de Lisboa aprovou a distinção de oito estabelecimentos como Loja com História, elevando o total para mais de 150 reconhecidos.
- Distinguidos: bar Foxtrot, joalharia Leitão & Irmão, restaurante La Campania, Solas & Cabedais, Mister Man, Cervejaria Trindade, Torcaz Wine & Country e o restaurante Tatu.
- A proposta, dos vereadores Diogo Moura (CDS-PP) e Vasco Moreira Rato (PSD), indica que as lojas têm atividade entre 41 e 185 anos.
- O debate envolveu várias bancadas sobre proteção do comércio tradicional, novas valências e medidas de proteção, com referências ao licenciamento zero em revisão.
- A câmara prepara a revisão do programa para reconhecer mais lojas e manter o acompanhamento de casos específicos, como Ginginha Sem Rival.
A Câmara Municipal de Lisboa aprovou, nesta quarta-feira, a distinção de oito estabelecimentos como Loja com História. A medida, proposta por vereadores do CDS-PP e do PSD, reconhece espaços de restauração e retalho com história na cidade. A iniciativa integra o programa já existente, com mais de 150 lojas já distinguídas.
Entre os reconhecidos estão o bar Foxtrot e a joalharia Leitão & Irmão, ambos na Misericórdia, o restaurante La Campania em Santo António e a loja Solas & Cabedais em Benfica. Completam a lista a Mister Man, Cervejaria Trindade, Torcaz Wine & Country e o restaurante Tatu, localizados em várias áreas da cidade.
Lojas distinguidas
A proposta contou com o parecer favorável das cinco freguesias envolvidas. O presidente da edilidade, Carlos Moedas, afirmou que as lojas distinguidas mantêm a alma e a identidade de Lisboa, contribuindo para a cidade.
Perspetivas e próximos passos
O vereador Diogo Moura sublinhou a importância de reconhecer oito lojas com história, repartidas entre restauração e retalho, com idades entre 41 e 185 anos. O objetivo é ampliar a proteção do comércio tradicional.
O PS trouxe a discussão sobre novas valências para evitar encerramentos de negócio, questionando medidas adicionais de proteção, incluindo o regime de arrendamento e possíveis mudanças legais.
Vereadores de outros quadrantes destacaram a necessidade de proteger o comércio de proximidade, reconhecendo o papel das lojas na vida de várias freguesias e bairros.
O grupo municipal indicou que está a trabalhar com o Governo num regime jurídico de licenciamento zero, com novidades previstas para breve, a ser aplicado de forma gradual.
A possível retirada de distinções para a loja Marques Sequeira, na Praça da Figueira, ficou para decisão futura do executivo. A Ginginha Sem Rival está a cargo de um processo judicial que pode evoluir para intervenção da Câmara, conforme o andamento do caso.
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