- O secretário da Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que Chevron, Shell, Repsol e ENI vão aumentar de imediato os investimentos na Venezuela.
- Wright disse à Fox News que quatro das maiores petrolíferas vão começar já a ampliar investimentos e que uma equipa de exploradores norte-americanos viajará para a Venezuela esta semana.
- A declaração surge após a reunião de sexta-feira entre Donald Trump e executivos petrolíferos na Casa Branca, onde o presidente falou em investir pelo menos 100 mil milhões de dólares de capital privado para revitalizar a infraestrutura venezuelana.
- Analistas mantêm ceticismo relativamente ao plano, destacando infraestruturas obsoletas, incerteza política e o contexto de liderança interina de Delcy Rodríguez.
- Trump decretou uma emergência nacional para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela em contas do Tesouro dos EUA, impedindo credores de reclaimarem fundos.
O secretário da Energia dos Estados Unidos revelou que a Chevron, Shell, Repsol e ENI vão aumentar de imediato os investimentos na Venezuela, após a reunião com o presidente Donald Trump. A afirmação foi feita em várias declarações à imprensa.
Wright indicou que quatro das maiores petrolíferas globais vão iniciar já o aumento de investimentos e da produção. Além disso, uma equipa de exploradores norte-americanos deverá viajar para a Venezuela nesta semana.
As declarações surgem na sequência de uma reunião na Casa Branca, na qual Trump anunciou um investimento de pelo menos 100 mil milhões de dólares de capital privado para revitalizar a infraestrutura venezuelana.
Na reunião, o diretor executivo da Repsol afirmou que a empresa está disposta a investir fortemente no país. Por outro lado, Darren Woods, da Exxon, disse que a Venezuela é hoje considerada pouco atrativa para investimento.
Wright disse que cinco grandes empresas já operam na Venezuela e que entre seis e doze poderão entrar rapidamente, ampliando a produção no país.
Contexto político e económico
Analistas mantêm reservas sobre o sucesso do plano de Trump para a Venezuela, que detém grandes reservas de petróleo — estimadas em cerca de 364 mil milhões de barris — mas cuja produção representa apenas 1% do total global.
A infraestrutura venezuelana está obsoleta e persiste a incerteza política, com Delcy Rodríguez a atuar como presidente interina interina, após a destituição de Nicolás Maduro e a detenção associada a ações de intervenção.
Para já, Trump decretou uma emergência nacional para proteger as receitas das vendas de petróleo venezuelano nas contas do Tesouro dos EUA, o que complica a cobrança de dívida externa por credores.
Desde 2000, o país enfrenta cerca de 60 arbitragens sobre expropriações, num montante estimado de 30 mil milhões de dólares, o que corresponde a quase 15% da dívida externa venezuelana, segundo o CGEP.
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