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Petrolíferas resistem a pedido de Trump para investirem

Executivos de grandes petrolíferas discutem investir na Venezuela, mas dizem que o retorno depende de garantias de segurança e de uma reestruturação do setor

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  • Líderes de petrolíferas, incluindo ExxonMobil, Chevron, ConocoPhillips e representantes da Repsol (Espanha) e da Eni (Itália), participaram numa reunião na Casa Branca para discutir o petróleo venezuelano.
  • Donald Trump pediu que as petrolíferas apoiem o relançamento do setor na Venezuela com investimentos superiores a 100 mil milhões de dólares, para reduzir potenciais custos de energia.
  • Executivos mostraram reservas: a Exxon informou que o mercado venezuelano é inviável no estado atual e não confirmou um regresso rápido ao país.
  • A Exxon pediu avaliação técnica no terreno apenas se houver garantias de segurança; a Chevron manifestou disponibilidade para aumentar as extrações em 100% nas joint ventures; a ConocoPhillips destacou a necessidade de reestruturar a PDVSA e o sistema energético.
  • A produção venezuelana encontra-se em about 1 milhão de barris por dia (menos de 1% da produção global); a Repsol e a Eni trabalham num campo de gás offshore com perspetiva de triplicar a produção nos próximos dois a três anos.

Os líderes de grandes petrolíferas foram chamados à Casa Branca na sexta-feira para discutir o petróleo venezuelano e possíveis movimentos de investimento. Trump pediu às empresas para considerarem investir fortemente na reabilitação da indústria venezuelana, com uma meta ambiciosa de 100 mil milhões de dólares. O objetivo é reduzir custos de energia para os EUA, segundo o presidente.

Executivos da ExxonMobil, da Chevron e da ConocoPhillips, bem como representantes da espanhola Repsol e da italiana Eni, participaram na reunião. A reunião centrou-se na viabilidade de um relançamento da produção na Venezuela e nos próximos passos para avaliar a situação dos ativos do país.

Darren Woods, CEO da Exxon, afirmou a investidores que o mercado venezuelano continua inviável no estado atual, destacando antecedentes de nacionalizações. A Exxon sublinhou a necessidade de uma equipa técnica no terreno para avaliar a produção e as infraestruturas, sujeita a garantias de segurança.

Participação das petrolíferas

A Reuters informou que a Exxon, a ConocoPhillips e a Chevron foram parceiras históricas da PDVSA, a empresa estatal venezuelana. A Chevron continua ativa na Venezuela através de joint-ventures com a PDVSA, representando parte significativa da produção da empresa no país.

Ryan Lance, CEO da ConocoPhillips, disse que a PDVSA precisa de reestruturação para considerar o regresso. A conversa incluiu ainda a ideia de reformar o sistema energético venezuelano e envolver o sector financeiro em financiamentos de grandes montantes.

A ConocoPhillips indicou também capacidade de aumentar a produção em cerca de 50% nos próximos 18 a 24 meses, dentro de esquemas de investimento disciplinados. A banca foi apontada como elemento chave nessas discussões.

Perspetivas de cada empresa

Entre as empresas europeias, Eni e Repsol foram chamadas para analisar o desenvolvimento de um campo de gás offshore na Venezuela. Josu Jon Imaz, administrador da Repsol, manifestou disponibilidade para investir no setor e ampliar a produção nos próximos dois a três anos, conforme relatado por fontes jornalísticas.

A produção venezuelana tem vindo a diminuir, estabilizando-se hoje perto de um milhão de barris por dia. Este volume representa menos de 1% da produção global, refletindo desafios estruturais e institucionais no país.

A reunião ocorre num momento de grande ambição política dos Estados Unidos no setor energético venezuelano, mas as respostas das empresas foram pragmáticas, com ênfase na necessidade de condições estáveis, segurança e viabilidade econômica. As próximas etapas não foram anunciadas publicamente.

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