- A guerra tarifária iniciada por Donald Trump elevou tarifas dos vinhos portugueses para os EUA para 10% e, depois, 15%, levando a quedas acentuadas nas exportações em 2025.
- Até maio de 2025, as exportações para os EUA caíram 9,7% face a 2024, com prejuízos estimados em 4 milhões de euros; nos primeiros três trimestres, a quebra em valor atingiu 9,3 milhões de euros.
- Até setembro, as vendas para a China recuaram 6% em relação a 2024, totalizando 4,17 milhões de euros; desde janeiro a agosto de 2025, foram exportados 230 milhões de litros, valuados em 610 milhões de euros, com preço médio em queda (-2,7%).
- Angola surge como o melhor desempenho entre os mercados; França, EUA, Brasil e Reino Unido permanecem entre os principais destinos dos vinhos portugueses.
- A ViniPortugal mantém orçamento de 8,04 milhões de euros para 2025, destinando 1,375 milhões aos EUA; o IVV indica que, nos oito meses de 2025, o volume foi de 230 milhões de litros, valor de 610 milhões de euros, com preço médio de 2,65 euros por litro.
Os vinhos portugueses enfrentam uma nova escalada da guerra tarifária. A quebra em valor das exportações para os EUA, após o acordo de 15% com a UE, soma 9,3 milhões de euros nos primeiros três trimestres de 2025. A situação reflete a imprevisibilidade tributária iniciada em 20 de janeiro de 2024.
A ViniPortugal — que gere a marca Wines of Portugal — aponta impacto significativo nas promoções e nas vendas. Frederico Falcão, presidente da entidade, observa que as tarifas pesaram, mas a incerteza foi o elemento mais disruptivo para o mercado americano.
Impacto por mercado
Até setembro, as vendas para a China caíram 6% face a 2024, totalizando 4,17 milhões de euros. O IVV reporta que, nos primeiros oito meses de 2025, foram exportados 230 milhões de litros, valendo 610 milhões de euros, com preço médio a recuar 2,7%.
Angola surge como o melhor desempenho, enquanto França, EUA, Brasil e Reino Unido mantêm-se entre os principais destinos. O setor registra aumento de volume (+1,7%) mas queda de valor (-1,0%), com o saldo da balança recuando cerca de 2%.
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