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Bruxelas antecipa ventos contrários consideráveis nas estimativas do PIB

Previsões de outono da Comissão Europeia destacam ventos contrários significativos; Portugal regista dinamismo com execução orçamental robusta e expectativa de excedente

Bruxelas antecipa ventos contrários consideráveis nas estimativas do PIB
  • A Comissão Europeia (CE) vai divulgar as previsões de outono; Valdis Dombrovskis alertou para ventos contrários consideráveis que podem afetar a economia da área do euro em 2025.
  • A CE reconhece que a economia da área do euro mostrou desempenho mais forte em 2025 do que o esperado, mas mantém elevada incerteza devido a fatores geopolíticos, comerciais e a inflação.
  • Entre os fatores de risco estão tensões entre Estados Unidos e China, desequilíbrios macroeconómicos globais e preços da energia ligados à guerra na Ucrânia e ao ambiente económico global.
  • Em Portugal, o Governo aponta um “bom momento” com execução orçamental robusta e expectativa de excedentes este ano e no próximo, sustentados por emprego e salários em subida.
  • As projeções atuais apontam para excedente de 0,1% do PIB em Portugal em 2025 e défice de 0,6% em 2026; para a zona euro, o crescimento deve recuar para 0,9% neste ano.

Bruxelas prepara-se para divulgar as previsões económicas de outono, já na próxima segunda-feira. Valdis Dombrovskis avisou que a área do euro está a mostrar um desempenho mais sólido em 2025 do que o previsto, mas ressalvou ventos contrários consideráveis. A reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, serviu para sublinhar a incerteza geopolítica e comercial, a inflação persistente e a política monetária restritiva do BCE.

Entre os fatores de risco, destacam-se tensões entre Estados Unidos e China, desequilíbrios macroeconómicos globais e a evolução dos preços da energia. A previsão europeia acompanha ainda impactos da guerra na Ucrânia e do comércio mundial, com atenção à economia alemã e aos dados orçamentais de alguns membros da área euro.

Projeções da CE e impacto em Portugal

O Governo português descreve o momento económico interno como “bom” e espera ver refletidos os sinais nas novas estimativas da CE. O Ministério das Finanças indica uma execução orçamental robusta e a perspetiva de excedentes já este ano e no próximo. O dinamismo inclui ganhos significativos nos empregos e nos salários, contribuindo para rendimentos reais elevados.

Segundo o ministro Joaquim Miranda Sarmento, os números de emprego e salários até setembro sugerem, em termos reais, melhoria para os trabalhadores. A CE já tinha revisto em baixa o crescimento de Portugal para 2024, em linha com a tendência da zona euro, que deve crescer menos do que o inicialmente previsto. A instituição espera, ainda, um crescimento de 2,2% para 2026.

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