- A herança da mulher de Joe Berardo vale mais de 140,7 milhões de euros.
- O cônjuge herdou uma quota legítima de 31,26 milhões de euros, mas optou pelo legado deixado pela esposa em testamento, equivalente a 46 mil títulos da Associação de Coleções (AC) no valor nominal de 11,5 milhões de euros, menos 19,76 milhões de euros da quota.
- A diferença entre a quota legítima e o legado é de 19,76 milhões de euros.
- Em junho, o Tribunal da Relação de Lisboa determinou que o banco público pode penhorar e vender os bens herdados por Berardo para pagar uma dívida de 60,27 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos (CGD).
- Berardo é o presidente vitalício da AC, organização dedicada à promoção de obras de arte.
A herança da mulher de Joe Berardo é revelada num acórdão do Tribunal, com o valor total colocado em 140,7 milhões de euros. Carolina Berardo deixou ao marido uma quota legítima de 31,26 milhões, que ele abriu mão em favor de um legado feito pela esposa. A substituição da quota resulta numa herança que fica 19,76 milhões abaixo do montante que lhe caberia.
O empresário madeirense recebeu 46 mil títulos da Associação de Coleções (AC) no valor nominal de 11,5 milhões de euros, em vez de aceder à quota legítima. A diferença de 19,76 milhões é a referência para o impacto económico da decisão. Berardo é presidente vitalício da AC, que promove obras de arte.
Desdobramentos
Em junho último, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou que o banco público pode penhorar e vender os bens herdados por Berardo para cobrir uma dívida de 60,27 milhões de euros à CGD. A decisão integra um processo em que a CGD reivindica o pagamento de créditos emergentes da relação com Berardo.
A principal entidade envolvida é a CGD, credora de Berardo, na sequência de dívidas associadas a ativos e operações de negócio. A decisão de penhora envolve os bens herdados, com impacto na solvência do empresário e na gestão de ativos da AC.
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