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Kremlin afirma que Kiev ataca alvos civis e nega escassez de combustíveis

Kremlin sustenta que ataques de Kiev visam infraestruturas civis e nega escassez de combustível, acusando procura elevada e recorrendo a importações da Bielorrússia

Dmitri Peskov
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  • Moscovo afirma que ataques ucranianos mirar infraestruturas civis e nega que atinjam a indústria militar, chamando o regime de Kiev de terrorista.
  • O porta-voz do Presidente russo diz que os ataques resultam de ações terroristas e que a frente se deteriora diariamente.
  • Rússia enfrenta crise de abastecimento de combustível, que as autoridades atribuem ao aumento da procura, não aos ataques ucranianos.
  • O jornal Vedomosti avança que a Bielorrússia exportou para a Rússia 141.000 toneladas de gasolina em junho, volume 2,4 vezes maior que maio.
  • Analistas dizem que, embora as importações possam aliviar o mercado, não substituem plenamente a escassez, com consumo de gasolina na Rússia estimado em cerca de 110.000 toneladas diárias.

O Kremlin afirmou neste domingo que os ataques ucranianos visam instalações civis e não infraestruturas da indústria militar russa, rejeitando a ideia de que haja uma escassez de combustível associada aos ataques. O porta-voz Dmitri Peskov classificou as ações como terroristas.

O porta-voz do presidente Vladimir Putin disse que as operações ucranianas no interior da Rússia se intensificaram, alegando deterioração diária da situação no campo de frontada. As autoridades russo consideram as ações de Kiev como uma ameaça à segurança interna.

Fontes oficiais russas mantêm que a crise de abastecimento não resulta dos ataques aéreos, atribuindo o problema a um aumento repentino da procura. Regiões russas reportam dificuldades de abastecimento, enquanto o governo nega relação direta com o conflito.

Entre as afirmações do Kremlin, destaca-se a promessa de avançar com operações militares na região. Peskov mencionou a necessidade de créer zonas de contenção para proteger residentes russos, sem detalhar planos operacionais.

Substância económica em foco

Segundo relatos de jornais russos, a Bielorrússia exportou em junho uma quantidade recorde de gasolina para a Rússia, parte de um redirecionamento de fornecimentos destinados a outros mercados. A prática é vista por analistas como medida para aliviar o mercado.

Tendência de importações e impactos

Os especialistas citados indicam que a entrada de combustível bielorrusso pode atenuar, mas não eliminar, a escassez provocada por sabotagens a infraestruturas de refinação e distribuição. A procura interna permanece elevada no veraneio.

Observatórios internacionais

Relatos de agências destacam que o consumo diário de gasolina na Rússia fica em torno de 110 mil toneladas durante o verão. A Bielorrússia tem capacidade anual para exportar entre 1,8 e 2 milhões de toneladas.

Negação oficial

As autoridades russas continuam a negar que a crise de abastecimento esteja ligada aos ataques ucranianos, reiterando que o aumento da procura é o principal fator. Moscovo também sinalizou a possibilidade de importar combustível de terceiros.

Negociações em curso

O Kremlin já admitiu explorar importações de combustíveis de outros países. Circulam notícias de acordos com produtores internacionais para diversificar fontes e reduzir dependência de rotas tradicionais.

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